sexta, 05 de março de 2021

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Sífilis é um risco para grávidas e bebês; 193 casos já foram registrados apenas este ano

Aline Martins / 12 de julho de 2017
Foto: Reprodução
Em um período de dez anos, 7.563 casos de sífilis (em gestantes e congênitas) foram registrados na Paraíba. Nesse período houve um avanço da doença, principalmente a partir de 2011. Este ano já se contabiliza 361 notificações. As gestantes são as mais afetadas com a doença conforme mostram dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES).

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pela bactéria Treponema Pallidum e as transmissões ocorrem nas relações sexuais sem proteção (sem camisinha) ou ainda pela transfusão de sangue, segundo comentou o médico ginecologista Romeu Menezes. Tem cura desde que se submeta ao tratamento correto. Existem duas classificações da doença de acordo com seu meio de transmissão: sífilis adquirida quando é transmitida através da relação sexual sem preservativo ou do contato com feridas expostas e sífilis congênita, quando é transmitida da gestante para o bebê ainda no útero (também conhecido como transmissão vertical).

O ginecologista Romeu Menezes, que atende pelo Hapvida e Hospital Geral da Paraíba, comentou que muitas mulheres descobrem a doença somente quando já estão gestantes. Em relação às gestantes, os dados mostram que os números cresceram de 2007 a 2013, um aumento de 305% e nos anos posteriores declínio e aumento. Já no caso congênito, dados da SES-PB mostram que o aumento foi até 2015 (259%) e redução no ano passado. O tratamento para as gestantes precisa ser feito para evitar a transmissão para o feto, que pode chegar a causar a morte do feto, caso não haja acompanhamento. De acordo com o ginecologista, ao aparecimento dos sintomas se deve procurar um médico para exames e tratamento, através da injeção penicilina benzatina e que os dois passem pelo acompanhamento. “Porque o sintoma pode desaparecer e achar que está curado e depois a doença voltar”, comentou, ressaltando que a forma de prevenção ainda é o uso de preservativos nas relações sexuais.

Os sintomas variam com o nível da doença. Pode ser o aparecimento de uma ferida na genitália masculina ou feminina, quando é primária. Já na fase secundária podem aparecer lesões na pele (palmas da mão e pés) ou na fase terciária – a mais grave – que acomete alguns órgãos. Há casos em que os sintomas são silenciosos e podem passar despercebidos pela pessoa acometida com a doença. Por conta disso, o especialista orienta que sempre que aparecer os sintomas procure o médico.

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