sexta, 05 de março de 2021

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Secretário defende presídio federal na PB

Francisco Varela Neto / 02 de junho de 2017
O secretário de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba, Wagner Dorta, defendeu que a construção de um presídio federal na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, seja feita, desde que a utilidade seja única e exclusivamente para uso dos presos do estado da Paraíba.  O Ministério da Justiça está esperando apenas um 'sim' da prefeitura da cidade para iniciar a construção do presídio federal.

“Seria muito interessante que a unidade prisional, independente de onde ela for construída, servisse aos presos do estado. Eu defendo que a gestão fique a cargo do governo do estado”, disse o secretário em entrevista a Rede Correio Sat. “Não houve consulta formal do Depen à Paraíba sobre a construção”, afirmou.

Situação penitenciária na Paraíba

O secretário também falou sobre a situação penitenciária atual do estado. Wagner Dorta admitiu que há um déficit na Paraíba com relação ao número de presídios, mas acrescentou que esse é um problema de difícil solução.

“Nós temos um déficit, não é de agora, é de muito tempo. Realmente a uma equação é que não fecha. A partir do momento em que a polícia vai prendendo e a Justiça vai julgando, o sistema penitenciário continua do mesmo tamanho. Atualmente nós temos aproximadamente 12,2 mil presos para uma capacidade nominal de 5,5 mil vagas, portanto nós temos quase que 100% de déficit”, explicou.

O secretário disse também quais são as ações para combater as facções organizadas que atuam nos presídios paraibanos. No início do mês passado o Jornal da Record mostrou, com exclusividade, a tensão nos presídios da Paraíba. Duas facções criminosas disputam o poder dentro e fora das penitenciárias do estado. Em vídeos gravados pelos próprios presos é possível ver grupos armados declarando guerra aos rivais.

“A nossa dinâmica foi sempre fazer o seguinte, estudar o terreno, saber os conflitos, saber as alianças que estavam ocorrendo dentro do crime organizado e se antecipar em várias ações. No auge dos conflitos prisionais que estavam o correndo no país, aqui na Paraíba nas grandes unidades prisionais nós dobramos do dia para a noite o efetivo de agentes penitenciários e também tivemos um aporte de armamento muito significativo com o apoio da policia civil e militar em caráter de emergência, eles nos emprestaram armamentos suplementar”, finalizou.

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