quinta, 19 de setembro de 2019
Saúde
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Tuberculose ganglionar é uma das formas mais comuns de tuberculose fora do pulmão

Lucilene Meireles / 12 de setembro de 2018
Foto: Divullgação
A tuberculose ganglionar é uma das formas mais comuns de tuberculose fora do pulmão, afetando principalmente os gânglios linfáticos. A patologia, que recentemente acometeu a cantora Simaria, que forma uma dupla sertaneja com a irmã Simone, se caracteriza pela formação de nódulos, principalmente no pescoço. Em alguns casos, pode estar associada ao vírus HIV. Apesar de ter prevenção, tratamento e cura, a doença ainda leva pacientes à morte. De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), da Secretaria de Estado da Saúde (SES), a Paraíba registrou três óbitos desde 2011.

O infectologista Evanízio Roque explicou que os nódulos podem aparecer em outras regiões onde há gânglios, como clavícula, tórax, axilas e virilhas, em fases mais avançadas da doença. Porém, diferente da tuberculose pulmonar, que é altamente transmissível, a ganglionar não passa de uma pessoa para outra. “Tem também a intestinal, cuja transmissibilidade é baixa ou nem existe”. Há casos, porém, em que uma pessoa pode ser acometida, ao mesmo tempo, pela tuberculose ganglionar e pela pulmonar. Neste caso, o paciente pode transmitir a doença para outras pessoas.

Outro ponto destacado pelo especialista é que a tuberculose ganglionar tem relação com o vírus HIV. “Tanto que quando a pessoa tem suspeita de gânglio, o médico pede o exame específico para constatar ou descartar a possibilidade de infecção pelo vírus HIV”, afirmou. Geralmente, segundo ele, os nódulos são descobertos pelo próprio paciente. Quando o profissional examina, observa o gânglio e, a partir daí, analisa o histórico familiar e pede exames complementares.

Ele lembrou que, mesmo após o tratamento, pode haver recidiva. “A tuberculose é um problema de imunidade baixa. Por isso, tanta concomitância com o HIV. As recidivas também podem ocorrer porque o tratamento não foi adequado ou o paciente foi resistente ao tuberculostático (medicação)”, informou.

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