sexta, 27 de novembro de 2020

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Ricardo diz que prefeitura embargou a Perimetral Sul por questões políticas

Francisco Varela Neto / 17 de outubro de 2017
A polêmica entre Governo do Estado e Prefeitura Municipal de João Pessoa em torno da obra Perimetral Sul, parece não ter fim. A obra de mobilidade urbana do Governo do Estado em João Pessoa, com extensão de 12,6 km, na qual estão sendo investidos R$ 17,9 milhões, teve o retorno em suas obras nesta segunda-feira(16). A polêmica têm de um lado o prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e a PMJP e do outro o governador Ricardo Coutinho (PSB) que entende que a prefeitura, por questões políticas embargou a obra da Perimetral.

De acordo com Cartaxo, que parece a cada dia se colocar mais como candidato ao governo do estado nas eleições de 2018, o estado precisa de um gestor que esteja mais perto das pessoas e disse que a partir de 2018 fará este diálogo com a população e uma proposta para que uma mudança ocorra.

"A Paraíba precisa de um gestor mais humanizado, mais perto das pessoas, que tenha a capacidade de estabelecer este diálogo franco e aberto. O PSB ao meu ver já encerrou o ciclo na Paraíba. Então o momento agora é de novas mudanças, de novos resultados. O momento é de unir forças, de estabelecer um diálogo perto do povo. Eu acredito que nós vamos ter a maturidade em 2018, ai sim um ano eleitoral, de fazer este trabalho, de fazer este diálogo com as pessoas, e de fazer uma proposta para fazer o estado mudar e avançar", disse.

Já o governador Ricardo Coutinho que visitou, nesta segunda-feira a obra, entende que a Perimetral Sul é muito importante e não pode ser motivo de disputa partidária.

"Esta é uma obra fundamental de escoamento em João pessoa, e que não pode ser motivo de disputa partidária mesquinha porque esta época precisa passar. Eu tenho consciência da importância do atual governo do estado em João Pessoa. Se você tirar o governo do estado das obras de mobilidade em João Pessoa não sobra uma", afirmou.

Segundo ele, a polêmica foi criada pela prefeitura de João Pessoa para "suprir aquilo que não faz".

"Esta polêmica foi criada pela prefeitura em uma atitude indesejável, em uma atitude irresponsável que talvez para poder suprir aquilo que não faz fica tentado estabelecer contraditório nas relações aqui dentro desta cidade", finalizou.

Entenda o caso

O embargo da obra, da responsabilidade do Governo do Estado, foi comunicado à empresa executora na quarta-feira (11), pelos fiscais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam). No mesmo dia, o ato foi revogado, porém, a nova decisão não havia sido comunicada ao governo.

Impedido de continuar a obra, o governo estadual, através do secretário de Comunicação Luis Tôrres classificou a medida como ‘violenta’ por não dar tempo para a apresentação dos documentos exigidos e que teriam motivado o embargo. O novo embate entre as duas gestões, cujos comandantes já foram aliados e hoje encabeçam projetos diferentes para as eleições do próximo ano, começou porque na quarta-feira, fiscais da Semam notificaram a Construtora Fênix, responsável pela obra na pista, por não apresentar licença ambiental e por conta disso, suspendeu a obra em toda a extensão da via, dando um prazo de 72 horas para apresentação de documento.

Durante a coletiva, o secretário de Comunicação, na presença do diretor de Obras do DER Armando Marinho, apresentou alguns documentos, inclusive o termo de embargo da obra assinado por fiscais da Semam, para a imprensa.

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