sexta, 22 de janeiro de 2021

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Ricardo diz que é preciso fazer algo para evitar colapso maior nos estados endividados

Érico Fabres / 25 de fevereiro de 2017
Foto: NALVA FIGUEIREDO
O novo projeto de recuperação fiscal dos estados com a União, entregue na Câmara na última quinta-feira pelo Governo Federal, prevê uma série de contrapartidas dos estados, algumas bastante impopulares. Ontem, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), afirmou que o projeto ainda não foi analisado por ele, mas que algo deve ser feito para evitar o colapso financeiro ainda maior nos estados. A Paraíba possui uma dívida superior a R$ 1,1 bilhão.

PBPrev: rombo de R$ 95 mi

O projeto prevê a suspensão do pagamento das dívidas por até três anos. Para ter direito a esse alívio nas contas, porém, o estado será obrigado a cumprir uma série de exigências de ajuste fiscal.

Um dos itens da proposta aponta um aumento no desconto das previdências estaduais, de 11% para até 14%. O governador não se pronunciou a respeito, mas disse que “algo precisa ser feito, já que o rombo da previdência (PBPrev) é de R$ 95 milhões ao mês, chegando a mais de R$ 1 bilhão ao ano”, apontou o governador.

Ricardo Coutinho afirmou que não iria se pronunciar oficialmente sobre as propostas mais polêmicas, como a privatização da Cagepa, cortes de pessoal e redução isenções fiscais para atrair novos investimentos. Ele disse que ainda não teve tempo para definir nada.

Sobre a redução de gastos com a demissão de servidores, o governador afirmou que o corte de despesas não passa necessariamente sobre isso, mas também sobre uma melhor gestão do dinheiro pelos cofres públicos.

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