segunda, 12 de abril de 2021

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Renato Braz faz show neste sábado em JP e fala sobre sua carreira

André Luiz Maia / 11 de fevereiro de 2017
Foto: Divulgação
Cantor, violonista e percussionista, Renato Braz é um dos nomes importantes da música brasileira, já tendo gravado canções de artistas diversos, inclusive do paraibano Chico César e de Dorival Caymmi. Ele vem hoje a João Pessoa para uma performance no Teatro Paulo Pontes. No show de abertura, o músico Tom Drummond apresenta o CD Andarilho.

O show de Renato Braz conta com a participação do cantor e compositor Mário Gil. No repertório, Renato promete uma recapitulação de sua carreira, com canções de vários de seus discos, além de músicas de seus projetos mais recentes. No ano passado, ele lançou Saudade, disco produzido pelo músico Paul Winter, um dos primeiros músicos de jazz a voltar o olhar para a bossa nova.

"Apesar de ser gravado em Nova York, o Saudade é um disco bem brasileiro. Resgatei algumas músicas que já havia gravado anteriormente, como 'Anabela', 'Na ilha de Lia, no barco de Rosa', 'Disparada" e 'Eu não existo sem você', e somei a um material inédito para a produção desse novo trabalho", explica o músico, em entrevista ao CORREIO.

Também na seara da bossa, ele lançou Silêncio, um tributo a João Gilberto, em parceria com os músicos Nailor Proveta e Edson Alves. Mas um dos trabalhos mais diferentes que ele participou nos últimos tempos é Canela, lançado em 2015.

Gravado no Peru, o repertório é totalmente dedicado ao cancioneiro latinoamericano, em um passeio pelos ritmos musicais presentes no continente. "Tem música da Venezuela, do Peru, da Argentina, do Chile. Muitas dessas canções eu já conhecia e já fazia um bom tempo que estava pensando em fazer esse disco", conta.

O projeto finalmente ganhou vida quando trabalhou com o Quarteto Maogani, composto por violonistas. Embora baseados no Rio de Janeiro, um dos integrantes do grupo, Sergio Valdeos, é peruano, que acabou se tornando o link de Braz com o país. "Foi quem nos guiou por esse repertório. Tem de tudo. O joropo venezuelano, o bolero cubano, a milonga argentina, a guarânia, o bambuco, também da Venezuela", cita o músico.

A convivência com o Maogani foi, em suas palavras, enriquecedora. "É um grupo de exímios instrumentistas e arranjadores. Estar com eles me ensinou muito, desde a elaboração dos arranjos, escolha das músicas, timbragem de instrumento. Esse foi um grande diferencial desse disco", pontua.

Para este ano, ele tem dois projetos já finalizados, prestes a serem lançados, um com o repertório do violonista Théo de Barros e outro em tributo a Gal Costa. Este último deve sair pelo selo do Sesc.

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