sábado, 28 de novembro de 2020

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Reitora da UFPB quer contratar seguranças particulares após confusão com alunos

Rammom Monte / 01 de março de 2016
Foto: Arquivo
Após a confusão que ocorreu no início da noite desta segunda-feira (29) na reitoria da Universidade Federal da Paraíba, a reitora da instituição, Margareth Diniz, afirmou que está “correndo risco de vida”. A afirmação aconteceu durante uma entrevista para o programa Correio Debate, da Rádio Correio Sat. A reitora afirmou ainda que pensa em contratar seguranças particulares para se sentir mais segura.

“Sinceramente estamos correndo risco de vida. Para mim, aquilo foi uma selvageria, um vandalismo sem procedência. Encaminhei tudo para o MEC, estou providenciando segurança particular para mim até este período eleitoral, porque a gente não sabe o que uma pessoa dessa qualidade pode fazer”, afirmou.

A confusão na reitoria aconteceu durante uma reunião entre a reitora, os estudantes que reivindicam melhorias na assistência estudantil e representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública. Houve invasão da reitoria e a reitora Margareth Diniz disse que foi agredida fisicamente durante a ocupação, registrou um boletim de ocorrência e disse que vai acionar a polícia contra os estudantes.

Há cinco dias, quatro estudantes vêm fazendo greve de fome como forma de protestar pela falta de assistência estudantil. Nessa segunda-feira (29), inclusive, um deles passou mal e precisou ser encaminhado ao Hospital Universitário.

"Esse protesto começou quando saiu o resultado do processo seletivo 2015.1 para acesso ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAE) e apenas 150 alunos foram contemplados. Muita gente que tem o perfil socioeconômico para ser beneficiado ficou de foram e temos informações de gente que não precisa e está beneficiado. Estamos cobrando transparência nesse processo de seleção e na gestão dos recursos que a universidade recebe para esse programa", disse o aluno de mestrado, Sérgio Ferro, que falou em nome do movimento.

Reitoria acredita que movimento foi orquestrado

A reitora, porém, trata o movimento como puramente político e diz que nenhum dos estudantes que se enquadram no perfil para receber a assistência deixou de ser atendido.

“Não tenho dúvidas que houve orquestração. Esse pessoal não quer negociar. Nós temos mais de 35 mil estudantes, não tem nenhum estudante que se enquadre no perfil, que pediu auxilio e que não fosse atendido“, completou.

Ainda sobre as possíveis agressões, Margareth diz que já reconheceu um dos envolvidos e que irá tomar as devidas providências.

“Nós estamos fazendo a identificação, um deles é uma pessoa chamada Felipe. Nós estamos fazendo levantamento de nome e sobrenome. Vamos tomar as providências. Eu não tenho medo, não há de uma minoria se sobressair de uma maioria que quer estudar, que quer trabalhar. Nós estamos determinados, motivados para que a UFPB funcione perfeitamente”, finalizou.

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