sexta, 26 de fevereiro de 2021

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PM e Clube dos Oficiais divergem sobre Guarda Militar

Francisco Varela Neto / 17 de agosto de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
O anúncio do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB) feito nesta quinta-feira (17) através do Diário Oficial do Estado, a respeito da criação da Guarda Militar Temporária (GMT), tem provocado reações. Polícia Militar e Clube dos Oficiais da Paraíba dividem opiniões a respeito da criação da GMT.

A Guarda Militar Temporária tem como objetivo, ‘em caráter experimental, a execução das atividades típicas de policiamento ostensivo de segurança externa em estabelecimentos penais, socioeducativos e, excepcionalmente, em atividades especiais ou extraordinárias de interesse público no âmbito exclusivo da PMPB’.

“A Guarda Militar Temporária prestará o serviço específico nas guaritas das unidades prisionais ou socioeducativas, trabalhados de forma responsável com todo o processamento seletivo que nós vamos fazer. O foco é sistema prisional. E isso vai servir para liberar os policiais efetivos para os serviços de rua, como o patrulhamento", explicou o comandante geral da Polícia Militar da Paraíba, Coronel Euller Chaves, em entrevista à rádio Correio Sat/98 FM.

A medida para criação da Guarda Militar Temporária causou polêmica. Uma delas é que existem policiais que foram aprovados em concursos para Policial Militar e não foram chamados. Porém, segundo o comandante geral da Polícia Militar na Paraíba, coronel Euller Chaves, o prazo para o concurso venceu e legalmente não existe possibilidade de o estado chamar estas pessoas.

"O concurso já está expirado, o prazo de validade venceu há alguns meses e nós estamos buscando de forma mais imediata, fazer ver nas ruas mais policiais profissionais com uma medida inteligente, ousada, mas verdadeira e necessária para servir melhor o cidadão paraibano, incrementando os efetivos nas ruas e oferecendo melhor qualidade nos serviços das unidades prisionais do estado da Paraíba", afirmou o coronel.

O presidente do Clube dos Oficiais da Paraíba , coronel Francisco de Assis, afirmou que a entidade não vai ficar de braços cruzados vendo a criação do que está sendo considerada uma polícia paralela no estado. “Isso é uma matéria viciada; ela já tem discussão jurídica e já tem decisões. Em Goiás, já foi decidido pelo Supremo [Tribunal Federal] que isso não pode. As polícias militares têm sua forma de ingresso do policial. Vamos acompanhar e adotar medidas necessárias. Tememos a situação de segurança, mas não é de qualquer forma que se resolve os problemas da segurança pública”, declarou coronel Francisco em entrevista à rádio Correio Sat/98 FM.

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