quarta, 19 de dezembro de 2018
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Pesquisa aponta menor número de casamentos na PB

Katiana Ramos / 01 de novembro de 2018
Foto: Pedro Bolle/USP Imagens
Karina Lima e Lucas Rafael se conhecem desde adolescentes e, após cinco anos de namoro, disseram “sim” no altar, em abril de 2017. O casal está entre os mais de 16 mil que se casaram no ano passado, na Paraíba, segundo revela a pesquisa Registro Civil-2017, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mesmo com o número de pelo menos 1.372 uniões por mês, se comparado a 2016, houve uma queda de 2% nos casamentos, de maneira geral.

Os dados da Paraíba seguem a dinâmica nacional. Em todo o País, conforme o IBGE, a queda de união civil foi de 2,3%. No que se refere à idade dos cônjuges (héteros) a maior parte dos casamentos foi entre casais com idades de 20 a 24 anos.

Para o presidente da Associação dos Notários e Registradores da Paraíba (Anoreg-PB), Germano Toscano, o perfil dos registros oficial dos casamentos é reflexo das mudanças na sociedade atual, sobretudo entre os casais mais jovens. “Hoje, a sociedade tem visto de forma mais moderna, não olham mais com aquele ângulo de que é ‘uma coisa para o resto da vida’. Atualmente, acontece muito das pessoas fazerem um contrato entre si, que tem repercussão civil (contrato de união estável). Já o viés da união oficial, de efeito civil, é o casamento previsto em lei”, explicou Germano Toscano.

Para Karina Lima, a decisão de casar oficialmente no civil e também no religioso sempre foi o sonho dela e do marido Lucas.

“Desde que começamos a namorar, tínhamos esse sonho e nos preparamos. Claro que a vida a dois teve as suas adaptações. Mas, somos muito felizes”, comentou a psicóloga.

Casamentos homoafetivos.Conforme a pesquisa do IBGE, o decréscimo no número total de casamentos se deu no que se refere às uniões entre cônjuges héteros. Com relação aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, tanto no quadro nacional quanto na Paraíba houve um aumento significativo de 2016 para 2017. No Estado, o aumento foi de 53,4% nesse período. O crescimento foi maior entre casais do sexo masculino, que passou de 28 uniões, em 2016, para 49, no ano passado. Sobre esses casais, o presidente da Anoreg reforçou que a procura tem acontecido com mais frequência nos cartórios do Estado.

Morte de homens. A sobremortalidade masculina por causas não naturais (homicídios, suicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais etc.) no grupo de 20 a 24 anos foi, em 2017, de 11 vezes. Isto significa que a chance de um homem com idade entre 20 e 24 anos falecer por causas não naturais era 11 vezes maior que a de uma mulher no mesmo grupo etário. Se considerarmos somente os registros por causas naturais no grupo de 20 a 24 anos, um homem teria 2,3 vezes mais chance de morrer do que uma mulher na mesma idade.

Entre 2007 e 2017, houve queda no total de óbitos por causas externas (homicídios, suicídios, decorrentes de acidentes de trânsito, afogamentos, etc.) para ambos os sexos na faixa etária até 14 anos de idade. Entre os homens, com exceção do grupo de 25 a 29 anos, que apresentou um leve decréscimo (-1,8%), houve aumento nos registros de óbitos em todas as faixas de idade superior a 15 anos, nesse período.

Os maiores aumentos relativos, para ambos os sexos, foram observados no grupo de 80 anos ou mais: 31,2% para homens 39,1% para mulheres. Parte considerável destas causas pode ser atribuída às quedas acidentais, também consideradas causas externas.

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