segunda, 21 de setembro de 2020

Paraíba
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Trabalhadores dos Correios cruzam os braços por tempo indeterminado na Paraíba

Nice Almeida / 16 de setembro de 2015
Foto: Arquivo
Os trabalhadores dos Correios se reuniram na noite dessa terça-feira (15) e decidiram, em assembleia, cruzar os braços por tempo indeterminado. A greve foi deflagrada após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa de um acréscimo de R$ 150 na gratificação, mas os servidores querem aumento real de salário.

Porém, salário não é a única reivindicação dos trabalhadores. Eles também querem uma reforma no plano de saúde da categoria, reposição da inflação (índice de 12%); aumento linear de R$ 300; piso mínimo do Dieese de R$ 3.180; incorporação definitiva da GIP (R$ 2.000); tíquetes no valor de R$ 40; vale-cesta no valor de R$ 350; reposição das perdas salariais de 1994 a 2015 totalizando 22,32%; adicional de 30% para OTT e atendente comercial; reembolso-creche no valor de um salário mínimo e meio.

Os Correios em números

Ao todo, a Paraíba possui 1.580 trabalhadores concursados atuando nos Correios e Telégrafos. Por dia, de acordo o presidente do Sindicato da categoria, Emanuel Souza, são recebidas quatro toneladas de correspondências nas agências de todo o Estado, ou 350 mil cartas, por dia.

Outras categorias já aderiram ao movimento grevista

A categoria dos trabalhadores dos Correios pode ser a 4ª a deflagrar greve na Paraíba. Já aderiram ao movimento grevista, as universidades públicas UFPB, UFCG, UEPB e IFPB, o INSS, além do Ministério do Trabalho. Ambos seguem com situações estagnadas em termos de negociação com o Governo Federal.

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