sexta, 14 de maio de 2021

Paraíba
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Seis dicas para comprar carros usados com segurança

Redação / 24 de outubro de 2015
Na contramão da venda de carros zero-quilômetro, que registraram uma queda de 16% no primeiro semestre do ano, os veículos usados apresentaram um aumento de 3% no mesmo período. Modelos com até três anos de uso estão entre os mais procurados pelos brasileiros e representam 26% das vendas.

O principal atrativo é a economia, que pode ser de até 20% em um carro com um ano de uso, mas a compra de um veículo usado demanda paciência e atenção do consumidor. Dar atenção  aos itens mais significativos, como motor e pneus, por exemplo, podem evitar dores de cabeça em médio ou longo prazo.

1. Certifique-se se o veículo não é roubado

Ao comprar um veículo de pessoa física, a vistoria veicular é obrigatória. Entre outros itens, o processo verifica faróis, freios e o número do chassi com o objetivo de identificar qualquer tipo de fraude e, consequentemente, evitar o repasse de carros roubados.

Na Paraíba, o Renavin, empresa credenciada pelo Detran/PB na realização de vistorias veiculares, disponibiliza uma tecnologia pioneira no país, o Scanvin. “Isso garante que o processo seja 95% mais seguro e evita as eventuais falhas que podem acontecer nas vistorias manuais”, explica Alex Garcia, Diretor do Renavin.

O equipamento utiliza feixe de luzes de LED ultravioleta e brancas, garantindo a leitura da imagem e permitindo maior visão no momento da coleta dos códigos de identificação do veículo.

Com a imagem coletada, o aparelho envia os dados para o sistema gestor do Renavin. Nele, os dados são analisados e, caso não haja conformidade das informações, o equipamento dispara um alarme, indicando que o chassi ou motor do veículo não estão válidos.

2. Verifique o motor e a embreagem

Um motor desgastado pode representar um prejuízo de até R$ 4 mil. Fatores como fumaça cinza e queima de óleo podem ser indicativos de que o mecanismo precisa de reparos ou até mesmo uma troca.

A embreagem é outro item que deve ser testado. O sistema tem uma duração entre 70 mil km e 80 mil km, depois disso ela pode apresentar alguns defeitos, como ficar mais pesada, por exemplo. O valor da troca varia entre R$ 700 e R$ 1.000.

3. Peça para ver o manual do carro

Mesmo que não tenha passado por um acidente grave, o automóvel pode apresentar defeitos por falta de cuidados necessários. O manual possui carimbos das vistorias indicadas pela montadora que foram realizadas. Assim, o comprador pode observar a periodicidade dos procedimentos e também checar se a quilometragem registrada no manual é compatível com a do hodômetro.

4. Vidros podem revelar colisões

“Todos os vidros do carro apresentam inscrições com o número do chassi. A ausência deles prova que o vidro foi trocado, o que pode indicar  que o veículo sofreu alguma colisão ou tentativa de furto”, explica o Diretor do Renavin.

Dependendo do fornecedor, é possível saber qual a data de fabricação, analisando os códigos que aparecem nos vidros. Sob as palavras Made in Brazil, Transparência ou Indústria Brasileira, existem pontos que, na verdade, são códigos que identificam a data de fabricação do vidro, que pode ser decodificada com auxílio de uma tabela.

5. Preste atenção nos pneus

Um dos itens mais fáceis de verificar são os pneus do carro, que podem revelar informações importantes sobre a manutenção do veículo.   Caso o comprador verifique um desgaste com menos de 45 mil km rodados, muito provavelmente há uma problema na suspensão do veículo. Nesse caso, o comprador terá dois gastos extras depois da compra: a troca dos pneus e o alinhamento.

6. Detalhes fazem a diferença

Antes de fechar a compra, muitas pessoas deixam passar batido a verificação de itens de segurança. Checar a validade do extintor, a presença de chave de rodas e a condição do estepe são ações que tomam pouco tempo, mas que evitam dores de cabeça no futuro.

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