quarta, 27 de janeiro de 2021

Paraíba
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Saúde de Bayeux em estado grave: faltam luvas e até gaze para atender os pacientes

Redação com assessoria / 27 de abril de 2016
Foto: Divulgação
A saúde do município de Bayeux, não anda bem. A Promotoria da Saúde do município e o Conselho Regional de Enfermagem (Coren), detectaram diversas irregularidades em três unidade básicas de Saúde (UBS). A falta de materiais básicos para atender a população revela a gravidade da situação. Faltam luvas e até gaze para atender as pessoas.

Os profissionais de saúde da UBS Imaculada II, não podem efetuar uma vacinação, por falta de descartex. Também, não dispõem de sabão líquido, papel toalha, material para realizar curativo, balança para acompanhar pré-natal, água destilada, hipoclorito, termômetro, saco de lixo, luvas, algodão, álcool 70%. Além disso, os resíduos sólidos contaminados estão sendo descartados juntos com os resíduos comuns.

Na UBS Imaculada III, cada profissional leva o seu sabonete, não tem lençol de papel para a realização do citológico, nem soro fisiológico e gazes.  De acordo com Fabiana Lobo, a população não procura esta UBS para fazer curativos, pois há muito tempo esse procedimento não é feito devido à falta de material.

A promotora Fabiana Lobo, informou que muitas unidades básicas de saúde de Bayeux já são objeto de ações civis públicas ajuizadas e com decisões judiciais. Uma delas, que trata da UBS Imaculada II, já transitada em julgado, e a inspeção comprovou que o município não vem cumprindo as determinações judiciais.

Na unidade de Manguinhos, não são feitos testes rápidos para HIV e foi encontrado álcool em gel vencido, falta papel toalha, sabonete, gazes, água destilada e pomada para curativo. Também não tem teste na autoclave e a balança infantil não funciona e não tem termômetro.

“Os conselhos, como o Coren, estão fiscalizando as unidades básicas de saúde de Bayeux para verificar se estão sendo cumpridas determinações judiciais das ações ajuizadas pelo MP”, informou, Fabiana Lobo. Será requisitada a execução judicial com as medidas coercitivas cabíveis e o caso será encaminhado à Promotoria do Patrimônio para analisar a improbidade administrativa.

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