quarta, 25 de novembro de 2020

Paraíba
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‘Remédio’ da USP para cura do câncer chega à PB

Renata Fabrício / 25 de dezembro de 2015
Foto: Divulgação
O primeiro paraibano a conseguir na Justiça o direito ao fornecimento da fosfoetanolamina recebeu, no início deste mês, a encomenda com as 60 cápsulas. A substância é produzida pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC), ligado à Universidade de São Paulo (USP), e está fornecendo a substância somente por força de liminar. . Sem bula, prescrição ou contra-indicação, são as duas fi lhas enfermeiras do paciente que controlam a ingestão da substância. Cláudia Gon- çalves conta como ela e a irmã entraram em consenso sobre o horário em que as cápsulas seriam tomadas. “Como o tratamento fica à critério do paciente, decidimos que ele tomaria sempre, todos os dias, às 19h. Horário marcado igual a um medicamento normal. Pegamos como parâmetro os antibióticos, e foi consenso. Depois que ele começou a tomar, a gente monitora a pressão, temperatura do corpo, alteração de humor, se há inchaço, dores de estômago, diarréia, ou se a cor na colostomia está saindo diferente. Estamos averiguando todos os efeitos, mas até agora não há nada de diferente”, explica. A preocupação é que a substância fosfoetanolamina não se misture a outros medicamentos. Por isso, Cláudia se preocupou em dar um intervalo de duas horas, entre a ingestão da cápsula e a de outro medicamento controlado. “Tem um medicamento padronizado que ele toma desde a cirurgia. Como ele dá dor de estômago, não damos a cápsula junto dele ou de qualquer outro medicamento. Ele toma antidepressivo, remé- dio de pressão, antibiótico, então fizemos um esquema para não atrapalhar”, relata. Inspiração. Depois que leu a primeira reportagem do jornal Correio sobre o seu caso, G.G.E quer que a foto do jornal seja levada ao Divino Pai Eterno. Ele acredita que se outras pessoas souberem o que aconteceu com ele, poderão alcançar o mesmo “milagre”. “Ele quer que eu tire uma foto e coloque no Divino Pai Eterno. Para ele o jornal é uma fonte de veracidade”, afi rma Cláudia. A advogada Juliana Nó- brega explica que a liminar determina que as cápsulas sejam fornecidas em quantidade suficiente até o final do tratamento. “Eu entendo que se acabar essas cápsulas, a gente tem como entrar em contato com eles e o paciente continue sendo reabastecido, até porque a liminar não foi derrubada”, informou.

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