segunda, 23 de outubro de 2017
Paraíba
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O perigo está mais em cima, nas marquises danificadas

Francisco José e Aline Martins / 09 de abril de 2016
Foto: Rafael Passos
As condições das marquises da Rodoviária Velha, construída na década de 1950, e de vários prédios localizados na Feira que fica no entorno do Mercado Central, são as que mais preocupam o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-PB) e a Defesa Civil de Campina Grande. No local, há embarques e desembarques diários dos ônibus que ligam Campina a Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Esperança, Remigio e Queimadas Areia e Guarabira.

O engenheiro Geraldo Magela Barros, assessor da presidência do Crea-PB em Campina Grande, lembra que o maior alerta é sobre a Rodoviária Velha. Na marquise do terminal, vários focos de lixo foram constatados. “Quando chove, a água é represada e degrada a ferragem, que está sendo oxidada com a queda do reboco”, salienta Magela, assegurando que a ferragem da marquise está comprometida, podendo ocasionar acidentes com graves conseqüências, caso medidas preventivas de restauração e impermeabilização não sejam adotadas.

Ainda de acordo com Geraldo, as marquises dos imóveis da Feira Central estão em situação semelhante ou até mais crítica. “Em diversas marquises já nasceram plantas e é grande o excesso de musgo em conseqüência da umidade, contribuindo para o acúmulo de água”, explicou.

A água acumulada nas marquises desestabiliza a estrutura e ocasiona a queda do reboco. A oxidação, segundo ele, expulsa o revestimento. “É fácil perceber embaixo a ferrugem que aparece sob as marquises”, disse.

Pontos foram vistoriados. Tanto o engenheiro Geraldo Magela quanto o Coordenador da Defesa Civil do Município, Ruiter Sansão Tavares, já fizeram vistorias nas marquises da Feira Central, Rodoviária Velha e nas ruas centrais de Campina Grande. Magela lembra que a Rodoviária Velha pertence à Prefeitura, mas a responsabilidade pela conservação é da associação de comerciantes e empresas de ônibus. Os problemas foram relatados à Secretaria de Obras do Município.

Centro Histórico de JP em pedaços

Na parte histórica na região central de João Pessoa é comum encontrar prédios antigos ou imóveis deteriorados. Algumas marquises estão cobertas por matos ou com a pintura desgastada. Quem trabalha por perto, evita ficar nas imediações, enquanto outras pessoas nem prestam atenção por onde passam.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil da Capital, Noé Estrela, o órgão só comparece a situações de marquises com problemas quando é acionado ou quando uma equipe visualiza e notifica o proprietário para manutenção do prédio. “Os casarões antigos quando a gente visualiza já aciona o proprietário para tomar alguma providência, ou seja, manutenção. Não é comum o chamado”, afirmou.

Noé Estrela revelou que na semana passada, um pedaço de uma marquise ao lado de um teatro na Praça Pedro Américo, no Centro, caiu e o dono do imóvel foi notificado. Ninguém ficou ferido. No entanto, alertou que, dependendo do tamanho do pedaço que se desfaça da marquise em cima de uma pessoa, pode causar a morte. Se o imóvel for particular, é de responsabilidade do dono do imóvel. Se for público, dos gestores municipais ou estaduais.

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