sábado, 19 de junho de 2021

Paraíba
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Morrendo pela boca: alimentos mal acondicionados podem provocar intoxicação

Lucilene Meireles / 23 de janeiro de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
Seis estabelecimentos foram notificados e um interditado pela Vigilância Sanitária de João Pessoa na orla da Capital desde o dia 11 deste mês. A ação intensiva de fiscalização tem o objetivo de evitar os casos de intoxicação alimentar provocados por comidas contaminadas por manuseio ou acondicionamento inadequados, problema que tende a aumentar no verão.

Altas temperaturas também favorecem o desenvolvimento de bactérias. Por isso, bares, barracas, restaurantes e quiosques estão na mira dos fiscais. A ação segue até o final de fevereiro e ocorre também nos bairros.

Até agora, ninguém foi multado. “Mas, sempre há problemas. Dificilmente está 100%. Se for encontrada irregularidade, notificamos. Se for o caso, apreendemos o alimento e pode haver interdição, como fizemos numa barraca de coco”, destacou o gerente da Vigilância Sanitária de João Pessoa, Alberto José dos Santos.

Ele relatou que o produto estava sob o sol, num espaço desorganizado, exposto a sujeira e contaminação. O proprietário foi autuado e o local está interditado até que esteja adequado. Os demais notificados tinham produtos sem identificação da data de validade e acondicionados de forma irregular.

Ambulantes, segundo ele, são fiscalizados ocasionalmente porque é um mercado informal. Através das associações da categoria, são realizadas reuniões para orientar. No entanto, o gerente disse que o fiscal desse tipo de comércio é a população. “Fica difícil localizarmos, porque eles não têm pontos fixos e não são cadastrados como pessoa jurídica. Quando temos denúncias, traçamos estratégias para abordar no local e verificar questão de higiene, mas é mais no caráter de orientação”, esclareceu.

Alimentos considerados inadequados podem ser apreendidos e inutilizados no próprio local. Alberto José dos Santos destacou que as vistorias fazem parte da programação, mas o reforço tem relação com o período de férias e verão, quando o movimento aumenta nas praias.

Maior risco para crianças e idosos 

A intoxicação alimentar pode se agravar, principalmente em crianças e idosos, podendo levar a internação, septicemia e óbito, de acordo com o gastroenterologista Eduardo Franca. Por isso, segundo ele, é preciso muita atenção ao preparar e consumir os alimentos.

As variações de temperatura interferem na durabilidade dos derivados do leite. A disseminação da bactéria salmonela, conforme o gastroenterologista, provoca intoxicações alimentares.

Molhos, maioneses, iogurtes, queijos sem a devida refrigeração estão entre os produtos que podem oferecer risco à saúde se não forem bem conservados.

O médico destacou que a higiene adequada das mãos é importante durante o preparo dos alimentos que devem ser minimamente calóricos. A recomendação é fazer refeições leves e fracionadas. Ele lembrou que o consumo de água sem o padrão de conservação adequado também pode ocasionar problemas gastrointestinais.

Ele acrescentou que os riscos mais comuns de contaminação do aparelho digestivo são pela escherichia coli e salmonela, mas podem advir de bactérias atípicas. Em caso de diarreia, vômito, febre e dor abdominal, deve procurar o hospital. Os cuidados com pessoas alérgicas são os mesmos.

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