sexta, 27 de novembro de 2020

Paraíba
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Estudante passa mal e reitora afirma ter sido agredida durante confusão na UFPB

Ainoã Geminiano / 29 de fevereiro de 2016
Foto: Rafael Passos
O prédio da reitoria da reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Campus de João Pessoa, foi invadido no começo da noite de ontem, por um grupo de estudantes que protesta há uma semana, cobrando melhorias na assistência estudantil oferecida pela instituição. A reitora Margareth Diniz disse que foi agredida fisicamente durante a ocupação, registrou um boletim de ocorrência e disse que vai acionar a polícia contra os estudantes. Quatro alunos continuam fazendo uma greve de fome e um deles precisou ser socorrido para o Hospital Universitário, após se sentir mal por não estar alimentado.

Os estudantes estavam concentrados na entrada da reitoria, onde esperavam ser recebidos pela reitora. "Esse protesto começou quando saiu o resultado do processo seletivo 2015.1 para acesso ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAE) e apenas 150 alunos foram contemplados. Muita gente que tem o perfil socioeconômico para ser beneficiado ficou de foram e temos informações de gente que não precisa e está beneficiado. Estamos cobrando transparência nesse processo de seleção e na gestão dos recursos que a universidade recebe para esse programa", disse o aluno de mestrado, Sérgio Ferro, que falou em nome do movimento.

Sérgio disse ainda que, com a adesão de vários outros estudantes ao movimento, a pauta de reivindicações deixou de ser apenas pela assistência estudantil e passou a incluir questões globais como o que chamam de sucateamento e a privatização do ensino superior. "Queremos saber também como são esses contratos dos funcionários do Restaurante Universitário, que estão trabalhando em condições insalubres", acrescentou.

Já a reitora Margareth Diniz disse que o movimento era político, voltado para as eleições da reitoria, que acontecem no próximo mês de abril. "Ontem estávamos reunidos, junto com o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública. Tudo estava sendo negociado. O procurador José Godoy propôs que a pauta fosse recebida e a reunião continuasse hoje, mas o foco deles era a minha figura. Eles queria que eu ficasse a noite toda sentada ouvindo tudo que quisessem dizer.  Quando levantei para ir embora foi agredida com empurrões, chutes. Vão responder por isso", disse.

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