quinta, 03 de dezembro de 2020

Paraíba
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Elas são exatas: só 3 de cada 10 alunos da área são mulheres

Bruna Vieira / 27 de dezembro de 2015
Foto: Assuero Lima
A diferença de gênero nos cursos de ciências exatas pode ser observada nas graduações da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). De cada 10 que ingressam, só 3 são mulheres. Para tentar mudar esse quadro, o projeto Meninas em Computação atua em escolas públicas para atrair as garotas para a área de informática e será ampliado ano que vem. Mas, essa realidade não é exclusiva da instituição. Nas demais universidades públicas do Estado, a diferença de gênero na área de Exatas é visível.

A relação na área é sexista. Tem raízes mais profundas que apenas a escolha do curso. Para o antropólogo Adriano de León, a preparação começa no útero, quando os pais começam a traçar o roteiro da vida dos filhos. “Olhando a história, os homens eram protagonistas. A partir de 1970, as mulheres se revoltaram e passaram a ocupar lugares até então masculinos”, disse.

Adriano apontou que a entrada de mulheres nas exatas altera as linhas de pesquisa, o campo de trabalho muda. Pa ra ele, quando elas se impõem, educam as filhas de maneira diferente e deixam de reproduzir o machismo. “A gente é um País jovem, não há muito tempo que tem cursos de exatas na academia. O tempo curto coincide com o período em que os homens iam mais à universidade. Está assim porque vem assim. A noção de gênero também vai mudar”, opinou Simone Maldonaldo, socióloga.

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