sábado, 16 de janeiro de 2021

Paraíba
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Duas décadas servindo a Deus e atraindo multidões de fieis às missas

Clóvis Roberto / 22 de maio de 2016
Foto: Clóvis Roberto
São duas décadas de serviço a Deus e à sua maior criação, o homem, completadas no último dia 10 de maio. E o maior presente que o padre Moacir Souza Carreiro poderia receber era estar junto aos milhares de fieis celebrando. Foram duas missas de benções essa semana em comemoração ao aniversário de ordenação. Nas duas ocasiões, uma em Mangabeira e outra no Bessa, multidões de fieis lotaram os espaços da celebração. O religioso lembra que um grande presente será conseguir completar novo ciclo sacerdotal que dure mais 20 anos. Orgulhoso de ser nordestino e trabalhar na região onde nasceu, Padre Moacir fala sobre a denominação que recebeu dos fieis de ser o "Padre das Bençãos". "São títulos que o povo vai dando a gente. É muito comum entre nós nordestinos. O povo diz que eu sou o 'Padre da Benção', o 'Padre da Cura'".

As primeiras celebrações ocorreram em 1997 em Mamanguape, onde atuou inicialmente como padre celebrando missas na Renovação Carismática.

Em seguida, ele foi transferido para João Pessoa. "Eu criei essa Missa das Bençãos, que é a mesma Missa da Cura e da Libertação, junto com a paróquia São Francisco de Assis, de Mangabeira, que foi uma coisa muito bonita", explica. A recepção dos fieis foi enorme e Padre Moacir passou a ser convidado para celebrar em várias paróquias da Capital.

Sensação de tarefa cumprida

O padre Moacir, ou como os fieis passaram a chamá-lo, o "Padre das Bençãos", chega a duas décadas de missão religiosa com muita alegria. "Até os 20 anos, uma sensação de tarefa cumprida, porque eu eu pedi ao Senhor Jesus para que eu possa viver como sacerdote pelo menos mais 20 anos. Portanto, também é um recomeço", ressalta.

Padre Moacir lembra que o início da caminhada religiosa foi ainda no seu estado natal, o Maranhão. Os irmãos maristas fundaram um Colégio Pio X na cidade de Balsas, no Maranhão, onde ele ingressa na irmandade.

Em 1986, ele chega a Lagoa Seca, na Paraíba, para terminar a formação sistemática. Dois anos depois, é transferido para o Colégio Marista Pio X em João Pessoa, onde permanece por dois, e, depois, segue para Acarati, no Ceará. Em 1992, Moacir Carreiro inicia uma nova etapa na vida. Ele deixa a ordem Marista e retorna a João Pessoa para encontrar o arcebispo Dom José Maria Pires, indo trabalhar no Colégio Pio XII.

Um ano depois, ele entra no Seminário Arquidiocesano para realizar a formação para padre. Em 9 de junho de 1995, Moacir é ordenado diácono por Dom José Maria Pires e em 10 de maio de 1996 já com Dom Marcelo Carvelheira como arcebispo, é ordenado padre.

Exorcismo

Padre Moacir explica que há dois tipos de exorcista: o de ofício, que é nomeado pelo bispo e tem uma preparação em Roma; e o de dom, quando o religioso recebe a graça de Deus para fazer o exorcismo. "Dizem que eu tenho esses dons. Eu agradeço ao Senhor Jesus que me deu esses dons e eu os coloco a serviço do povo", relata.

Políticas públicas

Com relação à política, Padre Moacir ressalta o papel da Igreja Católica em orientar os fieis para que seja feita a política em benefício social. Ele rememora a atuação de religiosos como Dom Helder Câmara, Dom José Maria Pires, entre outros, ao enfrentar a Ditatura Miliar. "A Igreja orienta o povo para as políticas públicas e para que os cargos públicos sejam exercidos com clareza e honestidade", frisa, lembrando o Concílio Vaticano II que fez a opção pelos pobres.

Padre Moacir ressalta, dentro da visão de preocupação da Igreja com os mais necessitados, o Papa Francisco. "Ele é um grande missionário como bom Jesuíta. Como ele está no comando, ele quer ver como ele diz, uma igreja missionária. Ele quer que a igreja vá onde o povo está sofrendo", frisa, lembrando que as viagens missionárias foram iniciadas pelo Papa João Paulo II.

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