sexta, 14 de maio de 2021

Paraíba
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Cresce em 36,44% o número de acidentes nas estradas da Paraíba

Maurílio Júnior / 23 de setembro de 2015
Foto: Arquivo
Levantamento de trânsito nas rodovias federais do Brasil, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), revelaram um aumento de 36,44% no número de acidentes nas estradas paraibanas em 2014. Enquanto em 2013 foram registradas 2.681 ocorrências, no ano passado foram 3.658. Também aumentou o número de mortes, no entanto, em uma escala menor – 180 (em 2013) e 183 (em 2014). O resultado coloca a Paraíba na sexta posição das rodovias mais perigosas do Nordeste. A Bahia é quem lidera o ranking da região, com 10.388 acidentes e 794 mortos.

De acordo com o estudo, à desobediência às leis de trânsito, como velocidade incompatível, ultrapassagem indevida, ingestão de álcool e falta de atenção, ainda segue sendo a principal causa dos acidentes.

Para o governo, os acidentes de trânsito nas rodovias federais geram um custo para sociedade de R$ 12,3 bilhões. Destes, 64,7% estão associados às vitimas dos acidentes, como cuidados com a saúde e perda de produção devido às lesões ou morte, e 34,7% aos veículos, como danos materiais e perda de cargas, além dos procedimentos de remoção dos veículos acidentados.

Em âmbito nacional, os números de acidentes, mortes e feridos em rodovias federais brasileiras também cresceram nos últimos dez anos: 50,3%, 34,5% e 50%, respectivamente. No ano passado, quase 170 mil acidentes foram registrados pela PRF em 2014, com oito mil pessoas perdendo a vida e 100 mil feridos. O relatório revela que, nesse período, ocorreram 463 acidentes por dia, envolvendo 301 mil veículos e 23 mortos - uma média de 1,78 veículos por ocorrências.

 Tipo de acidentes 

Apesar dos automóveis estarem envolvidos na maior parte dos acidentes nas rodovias, aqueles envolvendo motocicletas são proporcionalmente mais letais. Eles respondem por cerca de 18% do total, mas em termos de mortes, respondem por 30% do total e 40% de todas as lesões graves.

As colisões frontais e atropelamentos são tipos de acidentes que apresentam baixa ocorrência (6,5% do total de acidentes), mas respondem por quase metade das mortes nas rodovias federais. Além disso, a desatenção dos motoristas, ingestão de bebidas alcoólicas e desrespeito às regras de trânsito são as causas mais frequentes dos acidentes com fatalidade, indicando a necessidade de realização de campanhas educativas permanentes.

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