sexta, 18 de setembro de 2020

Paraíba
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Casa Pequeno Davi realiza ação de combate à violência na Semana da Criança

Assessoria / 07 de outubro de 2015
Foto: Divulgação
A Casa Pequeno Davi em conjunto com mais duas organizações não governamentais paraibanas realizará nesta quinta-feira (08), das 8h às 9h30, uma ação para chamar atenção da população sobre a situação de violência que crianças ainda vivenciam. A atividade acontecerá nos sinais do Parque Sólon de Lucena, na Lagoa, e no cruzamento do Mercado de Mangabeira, na Avenida Josefa Taveira.

Na atividade a organização distribuirá aos pedestres e motoristas materiais educativos que divulgam os canais de denúncia e explicam quais órgãos trabalham na garantia de direitos das crianças e adolescentes. Nos panfletos a população poderá contar com informações sobre alguns tipos de violências, além de uma lista completa dos contatos dos Conselhos Tutelares da cidade de João Pessoa, porta de entrada na denuncia e resolução de casos de agressões e abusos que envolvemcrianças e adolescentes. Além do material formativo, a população poderá receber nos locais brindes como adesivos e lixeiras para carro.

De acordo com a coordenação da organização, a ação faz parte da campanha ‘Ei Não Está Tudo Bem’ que pretende atingir mais de 50% da população da capital com peças como VT, spots de rádio, cartazes, entre outras iniciativas. “A nossa proposta é conseguir que a população da capital seja exposta a alguma mensagem da campanha. O grande objetivo da campanha é chamar a sociedade para uma reflexão sobre essa realidade, inclusive sobre o seu papel de corresponsável pela proteção de nossas crianças e adolescentes”, defendeu o coordenador de projetos, Ronildo Monteiro.

A ação faz parte das atividades do ‘Projeto Cidadania, Comunicação e Cooperação para a Proteção de Crianças e Adolescentes’, que, além da Casa Pequeno Davi, integra as organizações Concern Universal Brasil e Amazona, e cofinanciamento da União Europeia. De acordo com o coordenador do projeto, Ronildo Monteiro, uma das ações prioritárias do projeto é o desenvolvimento do protagonismo infantojuvenil de mais de 100 jovens e crianças de quatro comunidades da capital. Os envolvidos no projeto participam de diversas atividades formativas como oficinas que abordam temas como gênero, raça e etnia, orientação sexual, violência sexual, identidade e cidadania.

“São crianças e jovens entre 12 e 17 anos de idade que moram em comunidades em situação de vulnerabilidade social. Além do trabalho formativo desses meninos e meninas a proposta é que até o final do projeto tenhamos um grupo formado. O grupo passará a atuar como representação desse público dentro de espaços de controle social, ou seja, em debates de formatação de políticas públicas, audiências, reuniões. Não podemos continuar discutindo a solução de problemas sem ouvir e dar vez a quem é o foco”, explicou o coordenador.

Além das atividades formativas e de desenvolvimento do protagonismo, uma outra ação proposta no projeto fará um levantamento do fluxo e dos índices de resolutividade dos casos de violências apurados nos cinco conselhos da capital. “Um diagnóstico semelhante foi feito em 2010 pela Universidade Federal da Paraíba, parceira nossa também no atual, mas o foco foi nos casos de violência sexual. Na proposta do projeto faremos um mapa das violências que atingem nossascrianças e adolescentes. O material subsidiará entidades, governos e organizações a estruturarem melhor projetos que assegurem a proteção que este público necessita e tem direito”, revelou Dimas Gomes, coordenador da Casa Pequeno Davi, organização não governamental que atua há 30 anos na proteção dos direitos das crianças e adolescentes. De acordo com a organização o diagnóstico será lançado até janeiro de 2016.

Violência contra crianças- Na Paraíba, assim como em grande parte da Região Nordeste, as taxas de homicídios crescem de forma assustadora e rápida de acordo com as informações do Mapa da Violência Crianças e Adolescentes do Brasil (2012). O estado em 2000 ocupava a 17ª posição no ranking do país onde foram registrados os maiores números de homicídios contra crianças e adolescentes. Somente dez anos depois a Paraíba já encontrava-se na 6ª posição do Brasil.

Já a cidade de João Pessoa amargava a 9ª posição do ranking das capitais em 2000, piorando seu desempenho em 2010 quando se posicionou no 3º lugar do país, ficando atrás somente de Maceió (1º) e Vitória (2º). A cidade também se posicionou em 10º lugar no ordenamento dos 100 municípios com 20 mil crianças e adolescentes ou mais com as maiores taxas de homicídio. Além da capital, as cidades paraibanas de Bayeux (17º), Santa Rita (32º) e Campina Grande (47º) entraram na listagem publicada no Mapa.

 

 

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