domingo, 19 de novembro de 2017
Paraíba
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Caprinocultura cresce e gera renda para famílias paraibanas

Edson Verber / 23 de outubro de 2015
Foto: Divulgação
As 58 famílias envolvidas nas atividades da caprinocultura leiteira, no Município de Nova Floresta, localizado Curimataú Ocidental do Estado da Paraíba, distante 240 km de João Pessoa, conseguem garantir renda mensal de dois a três salários mínimos, usando o leite de 500 ovelhas e 700 Cabras, em pequenas propriedades. E o futuro é promissor, pois está garantida a implantação de uma queijeira e a aquisição de matrizes e de palma forrageira, com projeto no valor de R$ 200 mil.

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As atividades têm a coordenação da Associação dos Caprino-ovinocultores locais, que tem levado os rebanhos locais a participar de vários feiras e festivais, ganhando diversos prêmios. É o que informa o presidente da Associação dos Caprino-ovinocultores de Nova Floresta,  Josélio Rufino Soares de Oliveira, que destaca o fato de a entidade ter sido fundada no dia 12 de março de 2010 e contando, atualmente, com 58 famílias associadas.

Sobre o desenvolvimento das atividades no Município, o Presidente disse que “a produção é de aproximadamente 300 litros por dia, que são escoados para vendas, através do Programa do Leite do Governo do Estado e Prefeituras, usados na pequena produção de queijo e parte vendida no comércio local. Agora estamos na fase inicial de uma pequena fabricação de doces. E, recentemente, nossa associação foi contemplada com dois projetos: um de barragem subterrânea e palma forrageira pelo governo do Estado e o outro através do Procase”.

Qualidade excepcional

Sobre a destinação de parte dos bodes para serem abatidos pra venda de carne no mercado, Josélio Rufino respondeu que “não vendemos, pois maioria dos cabritos são descartados, vendidos ou doados, com menos de uma semana de vida. Não temos animais exclusivamente para o abate. Como já disse, os machos são vendidos ou doados. Como a nossa produção é voltada para a produção de leite, quase nenhum produtor fica com os cabritos machos. Por isso o número de fêmeas é maior”.

Lembrou os eventos que os produtores associados participaram, citando as Caprifeiras em cidades do Rio Grande do Norte, Lages do Cabugi, São Paulo do Potengi, Caicó, Currais Novos, Afonso Bezerra, Jaçanã, Coronel Ezequiel, Arenã e Festa do Boi em Natal. E Caprifeiras da Paraíba em Gurjão, Feira de Agronegócios em João Pessoa e nesta semana estamos com uma equipe na cidade da Prata e outra na cidade de Barra de Santa Rosa. “Em todos os locais ganhamos diversos prêmios, face a qualidade excepcional dos nossos rebanhos” - garantiu Josélio Rufino.

Atividade alternativa

Avaliando o atual estágio da caprinocultura leiteira local assegurou que “os criadores de Nova Floresta estão engatinhando na atividade, começamos bem na parte de manejo, sanidade e melhoramento genético, pois temos grandes parceiros nesta área, a exemplo do Senar, Faepa, Sebrae, Emepa  e Prefeitura de Nova Floresta. Esses parceiros trouxeram possibilidades de conhecer novas tecnologias, cursos, vitrines tecnológicas, visitas a eventos da área em outros estados, dias de campo e fornecimento de reprodutores para o melhoramento genético da criação”.

Destacou acreditar na atividade e tem a certeza que “será uma das alternativas para livrar o nosso Curimataú da desertificação, sendo fundamental a instalação de unidades para a produção de derivados do leite da cabra. Para tanto, precisamos de um pequeno espaço e o mínimo de água, o clima ajuda e temos uma forte mão de obra. A cabra ajuda muito, pois é um animal de porte pequeno e dócil, o que possibilita o ingresso das mulheres e filhos na atividade, ficando o homem da casa com tempo livre pra desempenhar outros serviços”.

Concluiu destacando que “temos muito a fazer, principalmente, na parte da comercialização, onde um dos gargalos é a aquisição do documento expedido pela Emater que habilita o pequeno produtor a fornecer produtos da cabra para os programas do governo.

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