quinta, 03 de dezembro de 2020

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O leite secou e maternidade precisa de doação

Wênia Bandeira / 12 de agosto de 2016
Foto: Chico Martins
Sem reserva alguma, o banco de leite da Maternidade Dr. Peregrino Filho, em Patos, está pedindo ajuda para conseguir manter a alimentação dos bebês que estão internados. A situação não é exclusiva desta maternidade: em todo o Estado, os estoques de leite materno não estão conseguindo suprir a demanda mensal de 450 litros e alguns deles só tem reserva para um mês de consumo.

De acordo com Joana Sabino, coordenadora do Banco de Leite da maternidade, na terça-feira foi conseguida a doação de um litro de leite, quantidade que dá para suprir a necessidade para um dia, mas a coordenação não sabe como será o amanhã.

A maternidade tem cinco internados na UTI Neonatal, quatro na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (Ucin) e quatro na mãe-canguru. Ontem, duas mães deram a luz a dois pares de gêmeos, assim este número deve aumentar ainda hoje.

“Eu estou com uma relação de todas as mães que saíram da maternidade para ligar uma a uma para pedir doação. E ainda estamos pedindo para outros bancos de leite, mas acredito que estão todos na mesma situação”.

Joana ainda salientou que não importa a quantidade de leite disponível para doação. “Qualquer mililitro é de suma importância para estas crianças. Quanto mais melhor, mas não tem uma quantidade estimada de doação para cada mãe”, explicou.

O bebê de apenas sete meses, filho de Gilmara Mamede Leite, 20 anos, técnica em saúde bucal, está lutando pela vida e não é o único na Maternidade Dr. Peregrino Filho, em Patos, no Sertão. Ele precisa de apenas 13 mililitros de aleitamento materno, mas está correndo o risco de não ter com o que se alimentar hoje. Ontem, o local tinha 13 crianças precisando de leite materno e outras quatro, nascidas na terça-feira, devem ser internadas.

Segundo Gilmara, o seu bebê nasceu com 31 semanas de gestação e, por este motivo, precisou de atendimento médico desde o nascimento. “Eu estou muito triste por não ter o leite para doar também. Eu não tive o estimulo para a produção quando ele nasceu, então, por isso, precisamos de ajuda”.

Essa ajuda, Gilmara pretende procurar também entre as pessoas de sua convivência. “Vou começar a procurar os amigos e os familiares, divulgar nas redes sociais, porque aqui é um caso de urgência”, disse.

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