domingo, 16 de junho de 2019
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Número de aposentados na PB cresceu 7% nos últimos dez anos

Ellyka Gomes / 24 de janeiro de 2019
Foto: Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil
O número de aposentados cresceu na Paraíba 7% nos últimos dez anos. A quantidade de aposentados passou de 578 mil, em 2008, para 619 mil em 2018. No ano passado, esse grupo representava 15,5% da população do Estado. Os dados são da Secretaria da Previdência - órgão ligado ao Ministério da Economia.

De acordo com as informações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o município de Catolé do Rocha, localizado no Sertão, concentra o maior percentual de aposentados do Estado: 42,8%. Dos 30,3 mil moradores da cidade, pelo menos 12,9 mil são aposentados do INSS. Serra Branca, cidade da mesorregião da Borborema, também reúne um alto índice de aposentados. Por lá, 41,8% da população são beneficiários do INSS.

Dos mais de 619 mil aposentados na Paraíba em 2018, pelo menos 361 mil, ou seja, 58% viviam na Zona Rural. No ano passado, o valor dos benefícios enviados ao Estado chegou a R$ 7,9 bilhões. Há dez anos, o montante foi de R$ 250,6 milhões. No Brasil, sete em cada dez aposentados do INSS recebem o piso previdenciário - que é igual ao salário mínimo. O reajuste concedido este ano foi de 4,61%, passando de R$ 954,00 para R$ 998,00.

O advogado Murilo Aith, especialista em Direito Previdenciário, comentou que o aposentado é vulnerável e sofre dificuldades para garantir seus direitos básicos, como o de um salário justo para sua sobrevivência.

A presidente da Federação das Associações de Aposentados, Pensionistas e Idosos do Estado da Paraíba (FAAPI-PB), Maria do Socorro Barbosa, revelou que 90% dos aposentados associados da FAAPI-PB vivem com o piso previdenciário. “Quem ganha esse valor conta com pouco para viver. É por isso que oferecemos assessoria jurídica e auxílio funeral aos nossos associados. Queremos expandir os serviços de fisioterapia e assistência médica-odontológica para as demais associações”, destacou.

"Esse reajuste de 4,61% não é suficiente para os aposentados cobrirem os seus gastos mensais. Apesar de o Governo Federal agir conforme a legislação, não é justo ou razoável com os idosos, que têm que arcar com gastos elevados, principalmente com remédios, plano de saúde e alimentação." - Murilo Aith, advogado especialista em Direito Previdenciário

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