domingo, 17 de novembro de 2019
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Nova versão de ‘Dumbo’ estreia sob a batuta de Tim Burton

Rammom Monte / 28 de março de 2019
Foto: Divulgação
O pequeno elefante de orelhas imensas está de volta às telonas. Os cinemas da Paraíba recebem hoje a estreia de Dumbo, a mais nova transformação de um clássico da animação Disney em filme live action, dando sequência a experiências como as de Cinderela (2015), Mogli, o Menino-Lobo (2016) e A Bela e a Fera (2017). Ainda irão estrear este ano, Aladdin e O Rei Leão.

A nova versão de Dumbo se passa em 1919, pós 1ª Guerra Mundial. Holt Farrier, interpretado por Colin Farrell, é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da guerra, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço no front, sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso o fato de ter perdido seu antigo posto no circo, sendo agora o encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Cabe então aos filhos de Holt a tarefa de cuidar do pequenino, até que eles descobrem que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe.

O filme tem como diretor o excêntrico Tim Burton, que, como uma de suas principais características, gosta de criar em seus filmes uma atmosfera bem própria. E isto não falta no longa, incluindo uma metáfora crítica ao sistema lucrativo da própria Disney.

“Tenho escrito no meu cartão de visitas: ‘Manchando o nome da Disney desde 1980’”, diverte-se o diretor Tim Burton em entrevista à Folhapress, lembrando dos altos e baixos que passa com o estúdio do Mickey desde quando era um jovem animador . Ele foi demitido por ser sombrio demais nos anos 1980, mas voltou a trabalhar com o estúdio a partir dos anos 1990.

“Não tinha percebido que Dumbo era minha história dentro da Disney. Um menino estranho e deslocado que vai trabalhar para uma grande companhia. Sim, tive meus altos e baixos com ela, mas a vida é assim. Conheço bem as entradas e saídas daquele lugar”.

Com Burton, a Disney deu um dos primeiros passos na repaginação de seus clássicos, com Alice no País das Maravilhas (2010), embora a trama seja uma continuação.

Atualizações e realismo



O filme estreia em um novo momento para o estúdio, hoje o mais poderoso de Hollywood. Os seis longas baseados em animações antigas que vieram depois de Alice renderam um total de US$ 3,8 bilhões aos cofres da Disney. E pelo menos mais 17 projetos similares percorrem a empresa em diferentes estágios de produção.

“Não penso muito sobre essa moda e me sinto sortudo de ter entrado nela quando ainda era muito cedo”, diz Burton na entrevista. “Há uma razão dos filmes da Disney ultrapassarem as barreiras do tempo. Eles são contos de fadas, podem ser contados várias vezes e de maneiras diferentes”.

Dumbo é um exemplo disso. A espinha dramática é a mesma do original, contando a história do pequeno elefante ridicularizado por todos no circo até tornar-se a principal atração do picadeiro ao descobrir que pode voar com suas orelhas desproporcionais.

“Amo o personagem, a ideia de um elefantinho voador e como ele usa a seu favor o que chamam de deficiência”, conta o cineasta.

O longa, contudo, toma alguns desvios radicais ao situar a trama em um mundo mais realista. Não há animais falantes e o filme atualiza conceitos, no final e sobre a sequência do porre em que Dumbo vê elefantes cor-de-rosa.

Live action - Animações Disney em carne e osso



‘101 Dálmatas’ (1961/ 1996)

Com Glenn Close como Cruella De Vil, foi predecessor dessa moda

‘Cinderela’ (1950/ 2015)

Kenneth Branagh dirigiu, com Lily James como a gata borralheira

‘Mogli, o Menino-Lobo’ (1967/ 2016)

Só o garoto é real: animais e cenários são em CGI.

‘A Bela e a Fera’ (1991/ 2017)

Como as canções, é uma das versões que segue mais de perto o original

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