sexta, 22 de janeiro de 2021

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Notícias falsas disseminadas nos meios eletrônicos são desafio para Justiça Eleitoral

Adriana Rodrigues / 02 de janeiro de 2018
Foto: Divulgação
Combater o uso indevido da Internet para proliferação de perfis falsos e difusão das chamadas fakes news será o grande problema da Justiça Eleitoral nas eleições de 2018. A questão é considerada complexa e de difícil solução pelos próprios técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda estão buscando uma forma de controlar e disciplinar o uso da tecnologia para que ela não cause desequilíbrios na disputa e não seja utilizada para denegrir a imagem de candidatos.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), José Cassimiro Junior, o órgão está aguardando as deliberações do TSE para definir como a questão será tratada no Estado. Para ele, os cybers crimes (crimes na internet) estão muito além da capacidade de investigação da Justiça Eleitoral, e por isso, acredita que a apuração dos casos deverá contar com o apoio da inteligência da Polícia Federal (PF).

“Como cabe à Polícia Federal a apuração de um crime físico, caberia também a ela a apuração de crimes virtuais”, comentou o secretário, afirmando que o TRE, por enquanto não dispõe de equipamentos e nem de especialistas para detectar, identificar e punir culpados por práticas de crimes na Internet.

Cassimiro adiantou, no entanto, que os crimes que forem identificados e denunciados, serão enviados para a PF para abertura de inquérito, apuração e identificação dos culpados, para só então serem processados e julgados pela Justiça Eleitoral.

O secretário disse ainda, que sempre se posicionou contra a propaganda eleitoral na Internet por entender que ela extrapola as barreiras geográficas da área onde a propaganda deveria ser veiculada e também por ser uma área de difícil controle.

“Depois que cai na rede, tudo fica mais difícil de regular, e coibir abusos Não existe respeito a nada nem a ninguém, e muita vezes os perfis falsos são hospedados em sites localizados em outros países que sequer tem relações diplomáticas com o nosso. Até chegar lá e retirar do ar, o dano já está feito”, comentou.

No entanto, com o uso da internet é permitido e é uma tendência mundial para difusão de notícias e informações por meios das redes sociais que ganham milhares de usuários por ano. Assim, facebook, Twitter, Instagram, Whatsapp, são exemplos de plataformas digitais onde os argumentos populares têm sido intensificados nos últimos anos, diante do cenário político do País.

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