quarta, 20 de novembro de 2019
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No Dia dos Pais, comprar presentes pela internet pode ser mais fácil que ir a uma loja

Redação / 22 de julho de 2017
Foto: Ilustração
Apesar de faltar pouco menos de um mês para o Dia dos Pais, os brasileiros costumam se preocupar com os presentes apenas dias antes de entregá-los. O cenário é sempre o mesmo: lojas lotadas, filas gigantescas nos caixas e nos estacionamentos, falta de produtos e uma corrida para aliar a ida aos centros de consumo com o tempo do trabalho, dos estudos ou de outros afazeres. Há, no entanto, uma compra fácil que evita tudo isso: os e-commerces. 

Segundo dados da agência Conversion, esse tipo de comércio já é utilizado por 93% dos brasileiros, sendo que 71% deles se sentem seguros e confiantes para realizar uma compra online. Já o portal Ebit divulgou recentemente que somente o mercado de e-commerce movimentou R$ 1,76 bilhão no Dia dos Pais do ano passado – ficando atrás apenas do Natal e da Black Friday e à frente do Dia das Mães (R$ 1,62 bi) e do Dia dos Namorados (R$ 1,65 bi). Em comparação com 2015, o crescimento foi de 12%.

Para Diego Ivo, CEO da Conversion, agência de marketing digital, os números demonstram a maturidade dos brasileiros na hora de comprar pela internet. “Essa familiaridade dos compradores com a dinâmica dos meios digitais, assim como as expectativas que alimentam sobre as compras pela internet, reforçam que o e-commerce no Brasil tem tudo para crescer ainda mais este ano”, diz.

O crescimento do modelo de compras online também é resultado do aumento de plataformas que vendem pela internet: segundo o instituto BigData, 3,54% dos sites brasileiros se dedicavam ao e-commerce em 2016. No ano anterior, esse número era de 2,65% – um crescimento de 21% entre os dois períodos.

Ainda segundo a pesquisa, 76% dos comércios eletrônicos no Brasil vendem produtos a menos de R$ 100, como roupas, acessórios para casa, livros e discos. Outros 12% das plataformas se dedicam a vender mercadorias acima de R$ 1.000, caso de celulares, computadores e eletrodomésticos. “Esse fenômeno mostra que existem dois nichos muito claros de vendas pela internet: um de produtos mais simples, com uma logística facilitada, entrega rápida e possibilidades de trocas em pouco tempo, e outro de coisas mais complexas”, diz o professor de marketing da Universidade Federal Fluminense (UFF), Ricardo Avelino.

“Esse segundo fenômeno é ainda mais interessante, porque antes as pessoas costumavam ir às lojas comprar esse tipo de produto. Adquirir um celular significava pegá-lo na mão e ouvir o vendedor falar sobre suas especificidades, mas, hoje, esse ‘ritual’ não é mais necessário”, completa ele.

As principais vantagens de comprar pela internet estão ligadas, de fato, à facilidade: tempo, paciência, tipos de pagamento, economia, tudo é diminuído de alguma forma. Em vez de se deslocar até um centro comercial, como shoppings ou regiões urbanas, por exemplo, a transição pode ser feita no sofá de casa, diante do computador, com um tempo maior para conhecer e escolher o produto desejado. Segundo a Conversion, 78% dos consumidores pesquisam sobre uma mercadoria no Google antes de efetuar a aquisição.

O e-commerce também oferece economia, já que não necessita de gastos com combustível, estacionamento e, na maioria dos casos, a alimentação em algum lugar fora de casa. “Nunca mais saí de casa para comprar qualquer coisa”, conta o estudante Gabriel Mendes, de São Paulo. Ele começou a usar a internet há alguns anos para adquirir jogos de videogame, roupas e livros. Apesar da desconfiança inicial, foi convencido de que funcionava quando, justamente, recebeu um produto errado. “A troca foi tão rápida que eu me convenci de que nem uma loja física atenderia aquela demanda com tanta precisão.”

A segurança também é um fator que melhorou nos últimos anos. Segundo os números do BigData, 73% dos sites de vendas pela internet do Brasil contêm o sistema Secure Sockets Layer (SSL), que garante aos usuários a proteção dos dados bancários e impede que eles sejam compartilhados com outros internautas.

Gabriel já sabe o que vai comprar para seu pai: um trenzinho elétrico para aumentar a coleção dele, que pretende construir uma maquete nos próximos anos. Curiosamente, ele não encontrou o equipamento nas lojas físicas que visitou. “Todo mundo falava que estava fora de linha. Só achei na internet. Nesse caso, nem tive escolha”, finaliza.

 

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