sábado, 08 de maio de 2021

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Namorado assume que matou jovem pro asfixia em pleno Natal

Ainoã Geminiano / 26 de dezembro de 2018
Foto: Reprodução
A morte da jovem Gisele Medeiros, de 24 anos, cujo o corpo foi encontrado na manhã dessa quarta-feira (25), dentro de casa, no bairro do Róger, em João Pessoa, foi desvendado no início da noite. O principal suspeito da morte, o namorado dela, Lucas Ferreira, de 21 anos, confessou ter asfixiado a jovem.

Em seu depoimento à Polícia, Lucas disse que teve uma discussão com a namorada, por volta das 23h da segunda-feira, durante a festa de Natal, quando ela teria encontrado uma ligação em seu celular. Ele afirmou que foi dormir, para evitar confusão, e a deixou com as amigas. Na madruga, a jovem o teria acordado e retomado a briga.

Lucas confessou ao delegado que segurou Gisele pelo pescoço e colocou a mão na nuca, deixando a jovem desacordada. Ele nega que tenha percebido a morte. Tanto que voltou a dormir.

Gisele foi encontrada com marcas no corpo, sugestivas de agressão física, mas a informação de que ela consumiu cocaína misturada com vários tipos de bebida levantam também a possibilidade de morte por overdose.

O corpo de Gisele foi encontrado pelo filho da vítima, de apenas 4 anos, que suspeitou de ter algo errado com a mãe e chamou os familiares. Os parentes de Gisele ainda tentaram socorrê-la e a colocaram dentro de um táxi, enquanto outros chamavam o Samu. Os socorristas chegaram antes que o veículo partisse para o hospital e constataram o óbito. O corpo ficou no local e dentro do veículo até a chegada do delegado e da perícia.

Horas depois o namorado da vítima foi localizado no bairro de Jaguaribe e detido pelos investigadores, como principal suspeito. Durante o interrogatório, Lucas Ferreira incialmente negou ter matado a namorada, alegando que ela estava bem no momento em que ele foi embora. “Ele disse apenas que eles estavam usando droga e ingerindo bebida alcoólica ao mesmo tempo, além de energéticos. Negou qualquer briga ou agressão contra a namorada, apesar das marcas”, disse o delegado Diego Garcia, responsável pela investigação.

O delegado acrescentou que outras suspeitas recaem sobre Lucas. “No local do crime percebemos que um capacete e a bolsa da vítima foram subtraídos, o que foi atribuído a ele”, disse.

 

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