terça, 19 de janeiro de 2021

Geral
Compartilhar:

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, conheça alguns filmes fundamentais do universo feminino

Audaci Junior / 07 de março de 2017
Foto: Divulgação
Desde que o cinema é cinema, registrava-se de alguma forma a figura feminina, vide o clássico A Saída dos Operários da Fábrica (1895), dos próprios irmãos Lumière, onde brevemente a câmara apontada às portas da empresa situada nos arredores de Lyon, na França, e filma os funcionários – na sua maioria mulheres – no final de um dia de trabalho.

Desde quando havia funções exclusivas apenas para mulheres (como a continuista, chamada de “script-girl”), houve pioneiras que galgaram os setores e enveredando por posições que serviam para encorajar e abrir caminho para outras mulheres.

Um exemplo é a francesa Alice Guy-Blache (1873-1968), considerada a primeira diretora e roteirista de filmes de ficção e visionária nas experimentações do sistema de som, cores e efeitos especiais em prol da narrativa. Seu primeiro trabalho foi realizado em 1896, totalizando mais de 700 filmes na sua carreira.

Atriz, roteirista, produtora e diretora, Lois Weber (1879-1939) é considerada a diretora feminina mais importante da indústria cinematográfica norte-americana. Junto com D.W. Griffith (1875-1948) foi a primeira “autora do cinema”, produzindo mais de 400 películas. Mesmo assim, muitos ignoram a sua importância histórica e enaltecem mais o diretor de O Nascimento de Uma Nação (1914).

Outro destaque de Hollywood foi Ida Lupino (1918-1995). Apesar de ser mais conhecida como atriz, tornou-se diretora na década de 1940, realizando filmes de questões sociais e até noir (O Mundo Odeia-Me, de 1953).

Aqui no Brasil um dos destaques é a diretora gaúcha Tizuka Yamasaki, cujos trabalhos de destaque incluem Gaijin – Os Caminhos da Liberdade (1980) e Parahyba, Mulher Macho (1983). Outra contemporânea é a paulista Suzana Amaral, diretora de A Hora da Estrela (1985), estrelada pela paraibana Marcélia Cartaxo.

Atualmente, as fileiras sentadas na cadeira de direção vêm aumentando no país, com nomes expressivos como Eliane Caffé (Narradores de Javé), Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças), Lúcia Murat (Quase Dois Irmãos), dentre outras.

Às vésperas de mais um Dia Internacional da Mulher, o quadro pode até ter mudado, mas está muito longe de ser igualitário sobre questão de visibilidade, salários e projetos de mulheres sobre mulheres.

Ao lado, separamos, deste universo em expansão, alguns filmes feitos ou estrelados por fortes figuras femininas.

Relacionadas