quinta, 06 de maio de 2021

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Multas pelo não uso do cinto nos veículos cresceram mais de 500%

Lucilene Meireles / 24 de novembro de 2018
Foto: Nalva Figueiredo
As multas pelo não uso do cinto de segurança nos veículos tiveram um aumento superior a 500% em 2018 em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) de João Pessoa. Este ano, até o mês de setembro, foram mais de duas mil multas acima do total registrado durante todo o ano passado. A falta de consciência no trânsito é apontada pelo diretor de Operações da Semob, Cristiano Nóbrega, como a principal explicação para um crescimento tão relevante.

A lei para uso do cinto de segurança, inclusive no banco de trás do veículo é extremamente importante para garantir a segurança dos passageiros. Porém, muita gente não respeita, mesmo sabendo que há multa e, principalmente sérios riscos em caso de acidente, inclusive de morte. A mesma resistência ocorre em relação ao uso da cadeirinha para crianças.

“O problema no trânsito hoje é a falta de consciência. A gente vê que a mídia divulga diariamente boletim com relação a trânsito, e os principais motivos de acidentes são alcoolemia e, principalmente uso de celular, falando ou mandando mensagem. Isso está matando as pessoas, mas elas continuam errando”, observou o diretor.

Ele lembrou que nas lombadas eletrônicas, por exemplo, existe sinalização. No entanto, moradores da área, que conhecem a região, continuam sendo multados. Há ainda a questão da reação grosseira dos condutores quando há abordagem e trabalho educativo dos agentes.

“O que está ajudando agora é que o Detran está começando a cassar as habilitações. O brasileiro só respeita quando se penaliza severamente, mas eles ainda pedem para mudar os pontos. Não se importam em pagar multa”, enfatizou. Para Cristiano Nóbrega, a solução está na educação. “Se no Brasil não houver mais rigidez com fiscalização e punição, não haverá consciência”, acrescentou.

De acordo com a Semob, as câmeras fazem a fiscalização de não uso de cinto e inobservância da segurança de crianças dentro do veículo, e não há distinção se o passageiro estava no banco traseiro ou dianteiro.

Na maioria das vezes, porém, estavam no dianteiro, já que a visualização da infração no banco de trás é bastante dificultada em função dos revestimentos escuros nos vidros do veículo.

O arrecadado com as multas é investido em sinalização, fiscalização, educação para o trânsito, planejamento, manutenção e melhoria nas condições das vias.

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