terça, 19 de janeiro de 2021

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Múcio Leal Wanderley popularizou a sétima arte na Paraíba

José Vieira Neto, Especial para o Correio / 21 de janeiro de 2018
Foto: Arquivo de família
Se hoje as salas de cinema estão todas em shopping centers, poucas décadas atrás todas estavam nas cidades e em prédios suntuosos, palácios da Sétima Arte. A Paraíba, claro, teve seus palácios inesquecíveis, como o Rex, o Plaza e o Municipal, em João Pessoa, e o Capitólio e o Babilônia, em Campina Grande.

Por trás desses palácio e por muitos outros cines da Paraíba, havia um rei que nutria pela Sétima Arte um amor incondicional: Múcio Leal Wanderley. Era um cinéfilo de paixão tão avassaladora, que escreveu três livros sobre o tema: Coisas de Cinema (1985), Programa Variado (1993) e Telas&Palcos (2000). Seus livros falam do nascedouro e do progresso do cinema no estado e se constitui em leitura obrigatória para quem se interessa pela história da cultura da Paraíba.

No último dia 17, se estivesse vivo, completaria 100 anos. Múcio Wanderley morreu no dia 8 de julho de 2003, aos 85 anos. O amor pelo cinema foi herança do avô, Alberto Leal, que começou a exibir filmes no nordeste no ano de 1911. O neto cresceu vendo filmes, vivendo uma paixão que durou por toda sua vida.

Deu nome a Rex e Capitólio

Foi Múcio Wanderley que deu o título a um dos mais famosos cinemas de João Pessoa, o Cine Rex. Também batizou o Cine Capitólio, em Campina Grande. Popularizou a Sétima Arte, inaugurando um cinema no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. Em Campina Grande construiu o cinema São José, também popular. Disse, à época, que assistir bons filmes era um direito de todos, principalmente das classes menos favorecidas.

Organizou uma página sobre cinema que era publicada aos domingos no jornal A União e escrevia uma espécie de crônica social cinematográfica, em folhetos, que eram distribuídos com as pessoas que entravam nos cinemas.

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