quinta, 24 de setembro de 2020

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Morar só é bom, mas o custo alto faz muita gente voltar para casa dos pais

Celina Modesto / 27 de setembro de 2015
um sonho a ser alcançado porque significa liberdade. Frequentemente, “fazer o que bem quiser” é apontado como motivo principal por quem diz que deseja viver só. No entanto, como tudo na vida, também paga-se um preço por essa liberdade, especialmente em tempos de crise na economia. A boa notícia é que o mercado já está atento a esse nicho – conhecido como mercado single – e já tem produtos específicos para esse público.

Na Paraíba, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dez anos o número de famílias unipessoais (ou seja, formadas por uma pessoa) cresceu mais de 54%.

Embora à primeira vista morar sozinho pareça tentador, simples cálculos mostram que a decisão deve ser bem pensada. Em 2015, ano atípico por causa da dificuldade econômica, o cenário é de alta dos preços de produtos e de tarifas administradas (tais como água e energia elétrica), além de taxa de juros nas alturas. No acumulado do ano, a inflação brasileira registrou alta de 7,1%, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e, até o final do ano, a alta esperada é de 9,3%.

Sem contar com os reajustes das contas de água (9,9% este ano), energia elétrica (10,79% para a Energisa Paraíba e 39,55% para a Energisa Borborema) e os dois reajustes na tarifa do ônibus somente este ano (passando de R$ 2,35 para R$ 2,45 em fevereiro e de R$ 2,45 para R$ 2,70 em julho). Dessa forma, uma pessoa que ganha um salário mínimo, atualmente em R$ 788, gastaria mais da metade apenas com gastos com alimentação (cesta básica), transporte público e as contas de água e luz.

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