terça, 25 de junho de 2019
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Moradores denunciam assaltos na Zona Rural de CG

Ricardo Júnior / 06 de janeiro de 2018
Foto: Chico Martins
Os moradores da zona rural de Campina Grande, no Agreste, denunciam que estão sendo vítimas constantes de assaltos. As estradas que dão acesso às comunidades Capim Grande, Serrotão, Félix Amaro e Gaspar são os principais alvos da quadrilha armada e encapuzada que vem agindo há cerca de dois meses na região.

De acordo com a moradora da comunidade Gaspar, Ozinete Maciel, 53 anos, a quadrilha costuma agir entre as 17h e 19h, horário em que os moradores estão retornando do Centro para suas casas, após o trabalho.

“Os assaltantes ficam escondidos atrás das árvores, esperando as pessoas passarem para fazer a abordagem. Eles falam palavras de baixo calão e batem em algumas vítimas. Geralmente são dois ou três homens, mas teve uma vez que oito criminosos se dividiram e fizeram um arrastão em duas estradas. Deu uma acalmada nas últimas semanas, agora há um ou dois assaltos por noite, mas no início era quase toda noite”, revelou.

A moradora revelou ainda que não se sente segura dentro da própria residência. “Quando dá 18h da noite, eu tranco tudo aqui e não saio mais. Se bem que a gente não tem segurança nem dentro de casa. Eles também estão entrando nas casas. Há oito dias invadiram a de um rapaz aqui perto e levaram tudo o que ele tinha. Por sorte, ele não estava lá quando aconteceu.Tenho vontade de sair daqui, mas para onde você for tem violência. A gente fica à mercê dos bandidos e pedindo a Deus que tenha misericórdia de nós”, lamentou.

O marido dela, Lourival Maciel, 56 anos, contou que dinheiro e celular se tornaram os principais alvos dos bandidos.

“Estavam roubando muitas motos, mas agora eles querem dinheiro e celular. Ouvimos conversas de que o chefe da quadrilha disse para eles não roubarem mais motos, apenas os demais pertences das vítimas. As ações são praticadas a pé, inclusive a fuga”, completou.

De acordo com Lourival Maciel, há policiamento frequente no local, mas as rondas policiais são sempre realizadas após o horário em que acontecem os assaltos. O casal revelou que os moradores da comunidade estão com medo de denunciar os casos à polícia e sofrer represálias dos bandidos.

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