segunda, 14 de outubro de 2019
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Monumentos de João Pessoa são alvos constantes de vandalismo

Lucilene Meireles / 02 de julho de 2019
Foto: Assuero Lima
João Pessoa é uma cidade rica em monumentos históricos. São bustos, estátuas, esculturas que figuram entre os principiais atrativos para o turismo da Paraíba, mas essa importância não tem se refletido na prática. Alguns estão sujos, pichados, quebrados, sem manutenção. Quem vive na Capital afirma que falta fiscalização, o que incentiva a ação de vândalos. Somando-se a isso a falta de ação dos órgãos responsáveis, o que deveria ser atrativo se transforma em prova de que o patrimônio público não tem sido tão valorizado quanto se propaga.

A Praça da Independência, por exemplo, mantém o verde, a beleza das flores, mas o obelisco que fica no centro dela está pichado e não há sinal de que será restaurado. Na Praça Aristides Lobo, a base de mármore da estátua em homenagem ao poeta paraibano Manoel José de Lima, conhecido por ‘Caixa D’água’, está toda quebrada, prova de que a manutenção não é feita há um bom tempo.

Também na área central, o busto de Rio Branco, na praça homônima, ganhou pichações, assim como o busto de Epitácio Pessoa, no início da avenida de mesmo nome. O busto de Anthenor Navarro, instalado na praça que tem seu nome, foi pintado, mas a tinta branca se transformou em mural com rabiscos.

“Os monumentos sofrem muito com o vandalismo e depredação. Uma estátua de bronze, se não tiver ação externa, dura centenas de anos, mas sofrem com depredação, apesar da fiscalização que é feita pela Sedurb (Secretaria de Desenvolvimento Urbano) e Guarda Municipal. A população também ajuda, comunicando à polícia”, declarou o coordenador do Patrimônio Cultural (Copac) de João Pessoa, Cássio Andrade.

Reunião

Alguns monumentos, como os do artista Jurandir Maciel, que é responsável por várias obras na Capital, a exemplo de Caixa d’Água e Barão do Rio Branco, já constam num relatório e a Prefeitura está analisando como será feita a contratação legal de um restaurador para cuidar especificamente dessas obras.

Segundo o coordenador da Copac, Cássio Andrade, haverá uma reunião hoje em que será discutido como será feito o restauro dessas esculturas. “Toda obra de arte depende da anuência e fiscalização do artista para ser restaurada”, esclareceu.

Levantamento no Centro

Em relação às demais obras de arte e monumentos da cidade, a Copac tem quadro de técnicos, arquitetos, engenheiros, restauradores e uma equipe que realiza as vistorias. Cássio Andrade afirmou que está sendo feito um levantamento na região do Centro, para saber as condições dos monumentos.

O trabalho deve ser concluído em 15 dias e, a partir daí, será definido como será feita a contratação para iniciar os reparos necessários. A ideia, segundo ele, é expandir esse trabalho para toda a cidade. Ele enfatizou que pichação e depredação são crimes e têm que ser informados à polícia, e lembrou que a Sedurb e a Guarda Municipal também recebem denúncias.

"Ainda não sabemos se haverá alguma campanha, mas é muito importante, porque percebemos que quando entregamos uma praça ou qualquer imóvel público é logo vandalizado, depredado." - Cássio Andrade,

coordenador do Patrimônio Cultural de João Pessoa

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