terça, 19 de janeiro de 2021

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Minas Trend começa mostrando moda que vai à rua e está ao alcance das mãos

Clóvis Roberto / 04 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Evolução, transformação, liberdade, fertilidade e continuidade. Essa a simbologia da 20ª edição do Minas Trend, batizada de “ano.dez”. Para isso, o evento que prossegue até o próximo sábado, dia 7, no Expominas, em Belo Horizonte, Minas Gerais, começou com um desfile reunindo produções das marcas participantes do Salão de Negócios que é realizado dentro da programação do evento. Idealizado pelo designer Paulo Martinez, os conjuntos usados no desfile de abertura estão expostos no hall de entrada do Expominas. A ideia, segundo Paulo Martinez, foi mostrar as marcas participantes do Minas Trend dentro do conceito de que a grande passarela é a rua, que quem faz a moda é a mulher seja na passarela, seja na rua, quebrando tabus.

As roupas seguem o básico preto, com cortes bem à vontade, com estilos diversos. Saias, blusas, brincos grandes, esportivos, estão na coleção multimarcas com predominância do preto, com espaço para generoso para o vermelho, e pequenas concessões ao amarelo, azul e prata. No palco, os modelos vestiram mulheres pretas, brancas, fugindo, inclusive, ao estereotipo de que a mulher ideal é magra, atravessaram fronteiras, fazendo referência ao véu islâmico e à noiva. Na rua, a mulher é plural.

Gerar negócios e empregos é o objetivo

O desfile pensado para abrir e representar o que está exposto no Minas Trend busca oferecer a moda dentro do alcançável pela mulher do dia a dia. As marcas querem fazer negócio, lembra o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Olavo Machado Junior, ressaltando que o evento reúne 220 marcas este ano, que ocupam 250 estandes. A indústria da moda mineira emprega 142 mil trabalhadores.

E os negócios estão garantidos para mais quatro a cinco edições do Minas Trand. A Fiemg anunciou a renovação da parceria com o Governo do Estado de Minas, que dotará R$ 3,6 milhões para o evento, cerca de R$ 900 mil para cada versão do evento. A explicação está que os expositores/produtores de moda mineiros participantes do evento conseguem comercializar de 60% a 70% da produção anual. E isso representa mais impostos recolhidos. É um efeito cíclico para a economia.


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