terça, 24 de novembro de 2020

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Microcefalia: ministro da Saúde contra o aborto

De Assessoria / 10 de fevereiro de 2016
Foto: Divulgação
 

Após a ONU (Organização das Nações Unidas) defender a descriminalização do aborto em meio à epidemia de zika, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, afirmou ontem, em Teresina, que o ministério seguirá o que determina a legislação brasileira.

Castro lembrou que a interrupção da gravidez não é permitida por lei em casos de microcefalia - má-formação do cérebro do bebê relacionada ao vírus da zika.

“A posição do Ministério da Saúde é inequívoca, é a posição em defesa da lei. Somos agentes públicos e não podemos ter outra defesa que não seja a defesa estrita da lei. A legislação brasileira só permite aborto em três situações, que não inclui essa daí [microcefalia]”, afirmou o ministro em entrevista ao vivo à TV Cidade Verde, afiliada do SBT no Piauí.

A legislação brasileira permite o aborto em três casos: gravidez resultante de estupro, quando há risco de morte para a mãe e de fetos com anencefalia.

Na semana passada, após a declaração da ONU, a Confederação Brasileira dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma nota na qual critica a proposta de descriminalizar o aborto para casos de microcefalia, considerada pela entidade um “total desrespeito à vida”.

Vacina. O ministro afirmou ainda que atua em parceria com o governo dos Estados Unidos para produzir uma vacina contra o zika, que deverá estar pronta em três anos. Castro pediu a mobilização da população para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença, da dengue e da chikungunya.

Leia mais no Jornal Correio da Paraíba.

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