sábado, 16 de janeiro de 2021

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Michel Temer desiste de indicado do PTB ao Ministério do Trabalho

Redação / 03 de janeiro de 2018
Foto: Reprodução
O deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA), que havia sido escolhido para comandar o Ministério do Trabalho, não será mais empossado nessa quinta-feira (3). Segundo a reportagem apurou, o ex-presidente José Sarney (MDB) não referendou o nome do parlamentar, que é alinhado ao governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB.

A decisão do presidente causou desconforto na bancada do PTB na Câmara dos Deputados. “Não aceitamos outra indicação. A indicação do Pedro Fernandes é a do partido”, disse o líder Jovair Arantes (PTB-GO).

Nessa terça-feira (2) , Fernandes enviou mensagem a correligionários e aliados agradecendo o apoio ao seu nome, mas lamentando que ele não tenha sido escolhido. “Infelizmente, não deu, devido ao embaraço que eu crio na relação do presidente Michel Temer com o ex-presidente José Sarney”, disse.

O nome de Fernandes estava desde a semana passada sob avaliação do setor de inteligência do Palácio do Planalto, que costuma realizar levantamento sobre os antecedentes dos ministros para efetivar a nomeação.

Com a recusa a Fernandes, o PTB avalia o nome do deputado federal Sérgio Moraes (RS), que não deve ser candidato na disputa eleitoral do ano que vem.

Ele chegou a ser sondado após a saída do ex-ministro Ronaldo Nogueira, mas na época recusou. Na bancada do partido, contudo, há a expectativa de que agora ele aceite.

Em 2009, Moraes causou polêmica ao dizer que estava “se lixando para a opinião pública” quando defendeu o ex-deputado federal Edmar Moreira (sem partido-MG).

Ele era o relator no conselho de ética de acusação contra o mineiro de apresentar notas falsas ao justificar o uso de verba indenizatória. O deputado Ronaldo Nogueira se pediu demissão do ministério alegando que se dedicaria à sua campanha pela reeleição.

Sarney nega veto

O ex-presidente José Sarney negou ontem que tenha vetado a nomeação do deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) para o comando do Ministério do Trabalho. Segundo a assessoria de imprensa dele, Sarney disse que não foi nem mesmo consultado pelo presidente Temer sobre a nomeação do parlamentar.

Em mensagem, enviada a correligionários, Fernandes disse mais cedo que não tomará posse devido “ao embaraço” que ele poderia criar na relação entre Temer e Sarney. Segundo a reportagem apurou, Sarney não referendou o nome do parlamentar, que é alinhado com o governador do Maranhão, Flávio Dino, do PCdoB. Sem o aval do ex-presidente, Temer pediu ao PTB que indique outro nome. Fernandes recebeu a notícia ontem do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.

A decisão do presidente causou desconforto na bancada do PTB na Câmara. “Não aceitamos outra indicação. A indicação do Pedro Fernandes é a do partido”, disse o líder, Jovair Arantes (PTB-GO). Com a recusa a Fernandes, o PTB avalia o nome do deputado Sérgio Moraes (RS), que não deve ser candidato na disputa eleitoral do ano que vem.

Ele chegou a ser sondado após a saída do ex-ministro Ronaldo Nogueira, mas na época recusou. Na bancada do partido, há a expectativa de que ele aceite. Em 2009, Moraes causou polêmica ao dizer que estava “se lixando para a opinião pública”, quando defendeu o ex-deputado Edmar Moreira (MG).

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