sábado, 23 de janeiro de 2021

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Mart’nália lança seu novo disco com oito canções inéditas e sete regravações

Kubitschek Pinheiro / 04 de fevereiro de 2017
Foto: Marta Azevedo
Mart’nália retorna ao pop em + Misturado, seu sétimo álbum de estúdio, com oito canções inéditas e sete regravações. O time que assina os arranjos e produções musicais é formado por Arthur Maia, Claudio Jorge, Dadi, Ivan Machado e Zé Ricardo. “Na verdade nunca saí do pop", diz ela ao CORREIO. "O único que fiz só de samba é o Mart’nália em Samba, meu penúltimo CD/DVD, dirigido por meu pai, mas em todos os outros eu canto e gosto da música popular brasileira”, registra.

A artista abre o CD cantando “Ninguém conhece Ninguém”, samba de seu pai Martinho da Vila, de 1976, cantando com ele. “É sempre bom ter a benção dele. Meu pai, minha paixão – como dizia na abertura de um show antigo meu”, conta.

Ela também tem um dueto com Geraldo Azevedo em “Se você disser adeus”, dele ta com Capinan. “Pedi uma música para o Geraldinho há muitos anos e ele comentou com o Capinan sobre isso", diz ela. "Por acaso eu estava fazendo um show no Canecão e eles foram assistir. Depois disso, os dois fizeram a música. Geraldinho só me mostrou há dois anos quando cantamos juntos em Angola”.

Ela também arrebenta cantando (em francês) “Si tu pars” com Lokua Kanza, artista do Congo. “Eu adorava essa música do Lokua”, diz.

Nesse álbum ela assina outras parcerias como “Vem cá, vem cá” (com Zé Katimba, sambista paraibano histórico, e André da Mata) e “Libertar” (com Zélia Duncan, Arthur Maia e Ronaldo Barcelos). “Zé Katimba é meu tiozão, adoro ele, que me mandou a música”.

Do disco Quanta de Gilberto de 1997, ela foi buscar “Estrela” e faz uma releitura singela da canção. “Pedi para o Gil pra eu gravar essa música e ele disse sim. Depois mandei para ele ouvir e Gil adorou. Ficou feliz! E eu mais ainda!”.

Do seu padrinho Caetano Veloso, Mart’nália gravou duas canções: “Tempo de estio”, com novo arranjo e a ousadia peculiar da artista ao fazer intervenções (quando canta o trecho 'Rio quero suas meninas...', ela fala 'Quero duas'), e “Linha do Equador”, que Caetano assina com Djavan.

“É bacana fazer intervenções, né?", pergunta. "Adorei também gravar essa música, que acho a minha cara. Curti muito e as pessoas estão adorando. Djavan é minha paixão. Ele me deu um super colo no meu disco que ele dirigiu”.

Mart´nália fecha o disco cantando Lupicínio Rodrigues, duas canções fortes: “Ela disse-me assim” e “Loucura”, dedicadas a Maria Bethânia. “É porque queria gravar duas músicas antigas assim, feito medley, e todas a Maria Bethania já tinha gravado. Ela também dirigiu meu CD Menino do Rio e me deu um super colo, além de me ensinar a cantar um pouquinho mais...”, fecha.

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