quarta, 18 de outubro de 2017
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Líderes anunciam: PMDB e PSDB andarão juntos

Nice Almeida e Adelson Barbosa / 10 de março de 2016
Foto: Nalva Figueiredo/Arquivo
Os líderes do PMDB e PSDB no Senado, respectivamente, Eunício Oliveira e Cássio Cunha Lima, surpreenderam a todos hoje (10) ao defenderam a união dos partidos - até então adversários ferrenhos ,- principalmente no sentido de fortalecer a tese do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A aproximação, fruto de uma reunião na casa do senador Tasso Jereissati (PSDB), pode ser o prenúncio de um rompimento dos peemedebistas com a petista.

O encontro entre peemedebistas e tucanos, liderada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, ocorreu no mesmo dia em que Renan e outros senadores do PMDB tomaram café da manhã com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Após a reunião, o líder peemedebista Eunício Oliveira foi claro. Segundo ele, as duas legendas vão "caminhar juntas" em busca de alternativas para o país. Na saída da reunião, Eunício e Tasso Jereissati informaram que foram debatidos "diversos cenários" para a crise política do governo Dilma Rousseff, entre os quais o impeachment da petista.

"Não podemos ficar paralisados vendo o país derreter. O PMDB e o PSDB vão caminhar juntos em busca de solução para o país. Discutimos todos os cenários possíveis: o impeachment, a cassação da chapa pelo TSE e até a permanência dela [Dilma]", disse Eunício Oliveira.

Cássio aprova união

Para o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB), esse indicativo do PMDB de andar junto com os tucanos fortalecerá o andamento do impeachment. Ele acredita que, apesar dos inúmeros escândalos envolvendo o governo federal, ainda havia uma paralisia na ação dos políticos, o que impedia o andamento do processo.

"O importante do jantar de ontem (anteontem) é que estava havendo uma certa letargia, um estado de paralisia da política geral, dos partidos. E essa iniciativa de somar forças dos partidos deixando muito bem separado os assuntos, o que são da polícia vão ficar com a polícia e o que é do Ministério Público com a Justiça. O que  nós temos é que fazer é política com 'P' maiúsculo e sair desse grave impasse que o Brasil vive porque não é uma crise apenas no mundo político é uma crise econômica de imensa proporção que está se agravando dia após dia", falou.

Manoel Junior não acredita em rompimento

Contrariando o cenário que tem se formado nacionalmente e mesmo com os fortes indícios de rompimento, o presidente do PMDB de João Pessoa, deputado federal Manoel Junior, descarta a tese do partido abandonar a base de Dilma. A crença do parlamentar é que a legenda libere seus filiados para a adoção de uma postura que cada um achar necessária em relação ao governo petista.

"Pessoalmente eu acredito que o rompimento com o governo, neste momento de crise cada vez mais acentuada, não é a melhor saída para a Nação", declarou.

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