segunda, 21 de maio de 2018
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‘Lady Macbeth’ estreia nesta quinta-feira nos cinemas

Redação / 07 de setembro de 2017
Foto: Divulgação
Numa época em que a mulher era propriedade dos homens, a memorável história de uma mulher em luta pela liberdade e o direito de escolha até às últimas consequências. Inspirado em Macbeth, de William Shakespeare, o russo  Nikolai Lekov  fez em Lady Macbeth of the Mtsensk District, uma versão feminista e o diretor teatral William Oldroy a adapta para marcar a sua estreia como cineasta, numa obra premiada em diversos festivais internacionais e que mesmo antes de estrear no circuito mundial tem 91% de aprovação no site estadunidense de críticas Rotten Tomatoes.

Enredo

Inglaterra, 1865. Katherine, uma jovem comprada com uma parte da propriedade de seu pai, fica presa a um casamento sem amor com Alexander, um homem com o dobro de sua idade. Revolta-se por estar obrigada a cumprir as determinações dele e do pai, um homem cruel. Encontra um pouco de liberdade quando eles viajam a negócios e ela logo embarca num caso romântico com um dos empregados, o negro Sebastian. É quando decide enfrentar o marido e as famílias, a sua e a dele, o que gera um conflito de consequências terríveis para todos.

O filme e o diretor

Vencedor do Fipresci (Prêmio da Crítica Internacional) nos Festivais de Zurique (Suiça), Sebastian (Espanha) e Toronto (Canadá), e também o Cineuropa do Les Arcs European Film Festival; Melhor Filme nos festivais de Monteclair (França), Palm Springs (EUA), San Sebastian e Thessaloniki e Menção Especial no Festival de Zurique. Baseado no livro Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, de Nikolai Leskov, editado no Brasil pela Editora Presença.

A palavra de Willian

"PARA KATHERINE, PIORA PELO FATO DE QUE (...) EM 1865, ELA ERA PROPRIEDADE DO MARIDO. FOI SOMENTE COM O ‘MARRIED WOMEN’S EQUALITY ACT’DE 1870, QUE AS MULHERES DEIXARAM DE SER PROPRIEDADE DE SEUS MARIDOS, E ATÉ PODERIAM POSSUIR PROPRIEDADE. ENTÃO, PENSAMOS EM LIBERDADE AGORA (...) MAS, PARA KATHERINE ISSO FOI REALMENTE LIMITADO E ESPERO QUE NOS AJUDE A ENTENDER POR QUE ELA SEGUE O CAMINHO QUE FAZ. ESTÁ ISOLADA EM TERMOS DE GEOGRAFIA, ISOLADA EM TERMOS DE SEUS RELACIONAMENTOS E NÃO PODE VER OUTRA SAÍDA, E ISSO ERA ALGO QUE QUERÍAMOS EXPLORAR TOTALMENTE NO FILME", disse William Oldroyd, cineasta.

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