segunda, 23 de outubro de 2017
Geral
Compartilhar:

Jovem é morto a pedradas na Praça da Paz, nos Bancários

Ainoã Geminiano / 28 de março de 2016
Foto: Assuero Lima
Elton Jhony Mathias Nogueira Ramos, de 20 anos de idade, morava ao lado da Praça da Amizade, no bairro do Rangel e trabalhava na Praça da Paz, nos Bancários, em João Pessoa. Mas os nomes inspiradores dos lugares que frequentava em nada influenciaram para evitar o fim trágico do jovem guardador de carros, que foi morto a pedradas enquanto tirava uma soneca em baixo de uma árvore, na Praça da Paz, após o almoço do domingo de Páscoa. O momento de paz de Elton foi interrompido pela fúria de um desafeto, também guardador de carros, que está sendo procurado pela polícia.

A mãe de Elton, Adriana Rafaela Mathias, chegou aos prantos no local do crime e foi informada por outro guardador que o suspeito do crime era conhecido por "Pequeno". Ela disse à polícia que o filho teve uma discussão com esse homem, há cerca de 10 dias, numa disputa de ponto de carros a serem vigiados. "Não entendo como ele pode ter feito isso com meu filho. Elton pagava almoço, bebida e cigarros para ele, era uma pessoa querida por todos os barraqueiros aqui, ajudava a todo mundo e esse cara fazer uma coisa dessas", desabafou.

Segundo o tenente da Polícia Militar Eduardo Dias, Elton forrou o chão com papelões para dormir após almoçar e o agressor aproveitou o momento de inconsciência da vítima, para atingi-la com um paralelepípedo na cabeça. "Depois o assassino pegou uma pedra grande, usada para fazer meio fio e desferiu outros golpes no tórax e nos braços. Quando nossa primeira guarnição chegou aqui, parecia que o crime tinha ocorrido há pouquíssimo tempo, pela textura do sangue que ainda escorria. Acreditamos que o fato tenha ocorrido pouco antes das 13h", detalhou.

O delegado Joanes Oliveira, plantonista da Delegacia de Homicídios, disse que ira colher o depoimento de uma testemunha, um terceiro lavador de carros que teria presenciado o crime. "Ele está muito alcoolizado, dizendo informações diferentes a cada vez que é interrogado, mas aponta esse suspeito que já o chamou de 'Pequeno' e de 'Antônio'. Vamos ver como trabalharemos essa informação", disse. Até o fechamento desta edição, o homem apontado como suspeito do crime não tinha sido localizado.

Relacionadas