terça, 11 de maio de 2021

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JP voltará a ter hospital que transplanta rim

Katiana Ramos / 04 de março de 2017
Foto: Divulgação
Uma visita técnica de representantes do Ministério da Saúde e da Câmara Técnica de Transplantes, realizada ontem em um hospital particular de João Pessoa, dará a possibilidade para que a capital volte a ter uma instituição habilitada para a realização de transplante de rim. A informação é da Associação dos Pacientes Renais, Transplantados e Doadores da Paraíba (Renais PB) e do Instituto Social de Assistência à Saúde (Isas), que atende aos pacientes com esse perfil no Estado.

Desde a desativação do serviço em João Pessoa, que era oferecido em dois hospitais privados até 2010, o Hospital Antônio Targino, em Campina Grande, é a única unidade hospitalar que realiza transplante de rim e recebe pacientes de todo o país. Segundo o responsável pela coordenação do serviço, Rafael Fábio Maciel, a nova unidade hospitalar da capital que recebeu as equipes do Ministério da Saúde é e tornar-se habilitado aos transplantes é o Hospital Nossa Senhora das Neves.

“Achamos a visita produtiva e estamos otimistas quanto à habilitação do Hospital a realização dos transplantes. Temos que aguardar o parece dos técnicos, que deve sair entre 15 a 30 dias. Mas, o hospital já está todo preparado para realizar o procedimento e será muito bom retomar esse serviço em João Pessoa”, explicou Rafael Maciel, que também é coordenador do Isas. Ele adiantou ainda que após a habilitação para esse tipo de transplante, o hospital pretende ainda se propor a realizar transplante de fígado e de medula óssea. Para tanto, deverá solicitar novas autorizações ao Ministério da Saúde.

O representante da Renais da PB, Carlos Lucas, lembrou que a volta da realização de transplante de rim em João Pessoa vai facilitar a vida dos pacientes que moram na capital e na Região Metropolitana. “É um benefício muito bom para nós porque para quem mora longe de Campina Grande é muito caro viajar toda semana. A maioria dos pacientes renais é de baixa renda e arcar com esses custos de transporte faz a diferença, porque o paciente renal fica sendo acompanhado antes e depois da cirurgia”, explicou Carlos Lucas.

Todo o procedimento de transplante de órgãos que será realizado no Hospital Nossa Senhora das Neves será custeado pelo Governo Federal, assim como acontece nos demais hospitais que oferecem o serviço.

Dia Mundial do Rim

No próximo dia 9 será celebrado o Dia Mundial do Rim. Este ano, o alvo da campanha para lembrar a data será fazer um alerta as pessoas sobre os riscos da obesidade para o desenvolvimento de doença renal crônica, uma das principais causas para que o paciente necessite de transplante do órgão. A campanha deste ano terá como tema “Estilo de vida saudável para rins saudáveis” e quer promover na população os cuidados sobre o estilo de vida que o brasileiro leva, facilitando, por meio de maus hábitos na alimentação e o sedentarismo, o aparecimento de outras doenças.

O nefrologista e presidente da Pró-Rim, Marcos Vieira, explica que em pessoas afetadas pela obesidade, os órgãos precisam trabalhar mais, filtrando mais sangue do que o normal para satisfazer as exigências metabólicas do aumento do peso. Isso colabora para danificar o rim e aumentar o risco de desenvolver o problema renal a longo prazo.

“O grande problema é que quando se descobre a doença renal, na maioria dos casos, o estado já está avançado, levando a necessidade de hemodiálise ou até de um transplante renal”, alertou o médico.

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