sábado, 21 de julho de 2018
História
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Testemunhas de Jeová tiveram direitos políticos tolhidos durante a Ditadura Militar

Adelson Barbosa dos Santos / 17 de janeiro de 2016
Foto: Arquivo
O advogado e historiador Waldir Porfírio, que representa o Governo do Estado na Comissão da Verdade e da Preservação da Memória da Paraíba, revelou ao Correio que a cassação de direitos políticos de paraibanos por motivação religiosa “foi o achado mais recente da Comissão que vasculha os arquivos do extinto Serviço Nacional de Informação (SNI)”.

O órgão foi idealizado pelo general Golbery do Couto e Silva e criado pela lei nº 4.341, de 13 de junho de 1964, no Governo do presidente Castelo Branco, menos de dois meses depois do golpe militar. O SNI comandava toda estrutura da repressão utilizada pelo Regime Militar para catalogar e controlar os passos de todas as pessoas consideradas subversivas e adversárias do Governo entre os anos de 1964 e 1985.

De acordo com Waldir Porfírio, além de líderes religiosos da Igreja Católica, o Regime Militar perseguiu os paraibanos Kleber Pereira de Sousa, que em 1982 residia em Campina Grande, e José Carlos Fidelis, naquela época residente na cidade do Rio de Janeiro. Eles perderam os direitos políticos porque integravam a denominação religiosa Testemunhas de Jeová e se negaram a prestar o serviço militar obrigatório quando completaram 18 anos.

Leia a reportagem completa no jornal Correio da Paraíba

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