terça, 22 de outubro de 2019
História
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Hino da Paraíba causou polêmica em 1930

Adelson Barbosa dos Santos / 26 de fevereiro de 2017
Foto: ARQUIVO
Projeto de Decreto Legislativo que tramitou na Assembleia Legislativa da Paraíba em 1930 determinou a restauração do hino do Estado. O projeto de autoria do então deputado Generino Maciel foi aprovado no dia 9 de setembro de 1930, menos de dois meses após o assassinato de João Pessoa. Foi o mesmo projeto que determinando a criação da bandeira do Négo. Mas qual era o Hino da Paraíba que deveria ser restabelecido conforme o decreto?

A resposta vem do livro “Símbolos da Paraíba- Brasão, Bandeira e Hino” que o historiador José Octávio de Arruda Melo está concluindo. Antes dos tumultuados acontecimentos que marcaram a história da Paraíba e do Brasil em 1930 (o assassinato de João Pessoa e a revolução que levou Getúlio Vargas ao comando da nação por 15 anos), a Paraíba tinha um hino composto e musicado em 1905, em substituição a outro de autoria do maestro José Rodrigues C. Lima (música) e do médico e professor do Liceu Paraibano, Francisco Alves de Lima Filho.

No entanto, o mesmo foi, aos poucos, ficando de lado. Foi caindo em desuso no esquecimento, uma vez que não fazia alusão direta à Paraíba. Ao mesmo tempo, outro hino começava a cair na graça popular.

Sua autoria pertence ao pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo (irmão do renomado pintor Pedro Américo) e ao engenheiro, médico, ex-deputado e maestro Abdon Felinto Milanês, ambos da cidade de Areia.

Foi executado pela primeira vez no dia 30 de junho de 1905 em um concerto regido pelo próprio maestro Abdon Milanez com a colaboração de Cândida de Sá Andrade (uma moça de destaque na sociedade da época) na presença do presidente do Estado, Álvaro Machado, e do arcebispo D. Adauto de Miranda Henriques, entre outras autoridades. A letra do primeiro hino foi criada no período do governo de Venâncio Neiva (1889-1892).

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