quarta, 25 de novembro de 2020

História
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Desde a queda do Império, País é marcado por sucessivos atos de instabilidade política

Adelson Barbosa dos Santos / 06 de dezembro de 2015
Foto: Enciclopédia Delta
Naquele ano, o Império, sob o comando de Dom Pedro II, enfrentava uma crise sem precedentes. Já idoso e adoentado, o imperador não teve forças para reagir contra o golpe de Estado que estava sendo arquitetado pelos adversários, dentre eles o também idoso e adoentado marechal alagoano, Deodoro da Fonseca, que depôs o Governo Imperial, declarou proclamada a República e foi seu primeiro presidente.

O primeiro vice-presidente também era alagoano: Floriano Peixoto. No dia 16 de novembro, foi instalado o Governo Provisório e Dom Pedro II teve 24 horas para deixar o País juntamente com os demais membros da família imperial. Deodoro não conseguiu colocar ordem na casa e também não aguentou a pressão da sociedade por mudanças.

Convocou uma Constituinte que elaborou a primeira Constituição Republicana. Foi eleito presidente em 25 de fevereiro de 1891, pelo Colégio Eleitoral formado por deputados e senadores, no mesmo dia em que a nova Carta Magna foi promulgada. No entanto, não conseguiu apoio político em consequência da crise econômica e de medidas antipáticas tomadas logo após a proclamação da República.

No dia 3 de novembro de 1891 Deodoro liderou outro golpe de Estado ao fechar o Congresso Nacional, por falta de apoio político. Mandou tropas militares prenderem os adversários, perseguiu a imprensa e decretou estado de sítio. A crise só aumentou. A política econômica do ministro da Fazenda, Rui Barbosa, foi um desastre.

Militares adversários começaram a se movimentar na tentativa de derrubar Deodoro, que não aguentou a pressão e acabou renunciando ao mandato por não ter como reagir à primeira ameaça de revolta armada contra o Governo. Deixou o poder em 23 de novembro daquele ano.

Leia a reportagem completa no jornal Correio da Paraíba

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