sábado, 23 de fevereiro de 2019
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Globo de Ouro: Rami Malek foi o melhor ator de drama

Renato Félix / 08 de janeiro de 2019
Foto: Divulgação/HFPA
Se o Globo de Ouro mostrou alguma coisa, foi indecisão. Bohemian Rhapsody e Green Book — O Guia foram os filmes mais premiados da noite, mas com tímidas vitórias, que não os mostram como os grandes títulos dessa temporada de prêmios. A disputa está aberta para as próximas cerimônias, incluindo, é claro, o Oscar.

Isso também é visível em outras categorias importantes: a vitória surpreendente de Glenn Close como melhor atriz/ drama (por A Esposa) e de Alfonso Cuarón como melhor direção por Roma (que não foi indicado a filme pelo Globo de Ouro, mostrando que a repercussão do filme nas listas de melhores no fim do ano pode ter feito diferença).

O Globo de Ouro acabou esnobando Nasce uma Estrela, que só levou o prêmio de melhor canção. Houve quem esperasse a vitória de Lady Gaga como melhor atriz, mas ela não veio. A cantora dividiu o prêmio de canção com Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyatt, os outros três compositores de "Shallow". Lady Gaga já venceu como atriz em 2016 (coadjuvante de TV, por American Horror Story).

As mulheres fizeram os melhores discursos da noite. Glenn Close emocionou o auditório ao lembrar da mãe, que chegou ao fim da vida, depois de anos de submissão ao pai da atriz, achando que não tinha feito nada na vida. Seu papel vencedor é justamente o de uma mulher que abre mão de si mesma pelo sucesso do marido. “Temos que encontrar satisfação pessoal. Temos que seguir nossos sonhos”.

Regina King, melhor atriz coadjuvante por Se a Rua Beale Falasse, arrancou aplausos ao anunciar que suas produções  terão 50% da equipe composta por mulheres em dois anos. "E desafio qualquer pessoa que esteja em posição de poder a ter solidariedade e fazer o mesmo".

Já Christian Bale, que desponta como nome forte ao Oscar de melhor ator, fez um discurso bem humorado e agradeceu até a Satanás pela inspiração para interpretar Dick Cheney, vice-presidente de George W. Bush, em Vice.

As homenagens também foram pontos altos da cerimônia que aconteceu domingo, em Los Angeles. O ator Jeff Bridges recebeu o Prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra no cinema e Carol Burnett foi a primeira a receber o novo prêmio Carol Burnett pelo conjunto da obra na televisão.

Quem não recebeu agradecimentos foi Bryan Singer. O diretor nem foi citado nas duas vitórias importantes de Bohemina Rhapsody. Singer foi demitido do filme antes do fim das filmagens (que foram concluídas por Dexter Fletcher), segundo a Fox, por ausências inexplicadas no set. Ele não estava na cerimônia (agradeceu o prêmio pelo Instagram). Estará no Oscar, se o filme for indicado?

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