terça, 24 de novembro de 2020

Cinema
Compartilhar:

Filme brasileiro ‘Comeback’ estreia nesta quinta em cinemas da Paraíba

André Luiz Maia / 29 de junho de 2017
Foto: DIVULGAÇÃO
Um homem com um passado controverso, mas do qual se vangloria, vê seu universo se esfacelar com a ação do tempo. Em poucas palavras, é um dos resumos possíveis para Comeback, filme do diretor goiano Erico Rassi que marca a despedida do ator Nelson Xavier, falecido em maio deste ano. O filme entra em circuito comercial nesta quinta-feira (29) e conta com um paraibano no elenco, o ator Everaldo Pontes. Comente no fim da matéria.

Somos apresentados à história de Amador, um ex-pistoleiro aposentado que vive isolado do mundo, profundamente amargurado. A velhice chegou e ele não está mais na ativa. Como uma forma de preservar sua própria identidade e memória, coleciona em um álbum recortes de jornais e fotografias do auge de sua carreira como matador profissional. Após uma série de humilhações, eles decide reagir à hostilidade do mundo com violência, tentando voltar à ativa.

O papel de Amador deu a Nelson Xavier o prêmio de melhor ator no Festival do Rio 2016. O elenco também conta com Everaldo Pontes no papel do melhor amigo do pistoleiro e parceiro de matanças, além dos atores Marcos de Andrade, Eucir de Souza, Henrique Taubate e Pascoal da Conceição. "Eu assisti ao filme pronto no ano passado e fiquei muito emocionado. Ele traz uma narrativa que dialoga com o faroeste e com o filme noir de maneira muito sensível", pontua Everaldo Pontes, em entrevista ao CORREIO.

É o primeiro longa-metragem de Erico, que também escreveu o roteiro da produção. Ele iniciou sua carreira em 2003 com o curta-metragem Sexo com Objetos Inanimados. Assinou um total de cinco curtas, com os quais ganhou mais de 30 prêmios em festivais nacionais e internacionais

Everaldo Pontes faz uma participação curta, mas importante para o desenvolvimento do enredo do filme. "Esse amigo de longa data de Amador está no hospital, praticamente morrendo. Um contraponto à decadência moral do protagonista. Ele é a única pessoa viva em seu círculo que atestou os feitos e as glórias de Amador. Vê-lo ir embora é também enterrar esse passado e Amador se recusa a aceitar isso. No fim das contas, é um filme sobre a velhice", analisa o ator.

A experiência de trabalhar com Nelson foi, nas palavras de Everaldo, incomparável. "Sou de uma geração que viu a evolução do cinema brasileiro e Nelson é um ícone nesse sentido, uma inspiração para mim. Seu trabalho de ator, um trabalho de contenção, me lembra muito o de Henry Fonda", completa.

Leia Mais

Relacionadas