sábado, 21 de julho de 2018
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Faltam combustíveis nos postos da Paraíba

Celina Modesto / 23 de maio de 2018
Foto: Rafael Passos
Apenas 30% do volume diário comprado pelas distribuidoras de combustível instaladas no Porto de Cabedelo estão sendo liberados pelos caminhoneiros do movimento grevista para abastecer os postos de todo o Estado. De acordo com o sindicato da categoria, o percentual é para garantir o abastecimento de veículos considerados de uso essencial, como viaturas das Polícias Militar e Civil e ambulâncias. Até o final desta edição, pelo menos 40% dos postos da Paraíba estavam sem algum tipo de combustível, seja gasolina, etanol ou diesel, segundo estimativa do Sindipetro-PB.

Em pelo menos cinco postos de combustível da Grande João Pessoa, de acordo com apuração da reportagem, já faltava algum tipo do produto, sendo que em três deles não havia mais etanol - inclusive com a retirada do preço do produto das tabelas. “O etanol é um dos combustíveis que menos temos em estoque nos postos e, por isso, é o que acabou primeiro. Além disso, a distribuidora com a maior base de etanol no Porto de Cabedelo, que é a Bacab, teve problemas ontem com a distribuição, por causa dos protestos, dificultando ainda mais o abastecimento nos postos”, explicou o presidente do Sindipetro-PB, Omar Hamad.

Hamad também explicou que o fato de as usinas do Estado produzirem etanol não interfere na distribuição do combustível na Paraíba. “Não recebemos o etanol diretamente das usinas. As usinas levam até o porto e, depois de o etanol ser descarregado nos terminais em Cabedelo, ele é distribuído assim como todos os demais combustíveis que chegam aqui”, frisou.

O presidente do Sindicato dos Condutores e Empregados de Empresas de Transportes de Combustíveis e Produtos Perigosos Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindconpetro-PB), Emerson Galdino, salientou que o movimento grevista é nacional e que não há previsão para acabar.

“Algumas empresas estão querendo passar dos 30% de combustível permitido, mas não estamos deixando. O fim do movimento depende do que for decidido pelas autoridades”, afirmou Galdino.

Ontem, no Porto de Cabedelo, havia pelo menos 150 caminhões parados, interferindo inclusive no trânsito da cidade. “A cidade não tem infraestrutura para comportar tantos caminhões parados, mas estamos organizando para não prejudicar o trânsito”, afirmou o tesoureiro do Sindconpetro-PB, Clézio Ferreira.

O risco de desabastecimento de combustível na Paraíba continua. Além de o movimento grevista dos caminhoneiros não ter previsão para ser encerrado, com a ocorrência de protestos e bloqueios diários nas rodovias federais do país, o navio carregado de óleo diesel que está parado no Porto de Suape, em Pernambuco, continua sem poder descarregar, de acordo com o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis da Paraíba, Bruno Agra.

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