segunda, 25 de janeiro de 2021

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Exposições fotográficas de Antônio David e Áurea Cristina Barros estão em cartaz

André Luiz Maia / 26 de abril de 2017
Foto: Divulgação
Duas exposições em cartaz na Capital exaltam as belezas da Paraíba. O fotógrafo Antônio David traz sua experiência de mais de 40 anos de profissão em O Ser e o Mar, baseada na relação entre o pescador e o mar. Já a sertaneja Áurea Cristina Barros evidencia as paisagens naturais da região, registradas com o olhar afetuoso de quem ama sua terra.

Sertão Perene está no Espaço Expositivo Alice Vinagre, da Fundação Espaço Cultural (Funesc). Criado ano passado, o espaço recebe a nova exposição no lugar de Prismas, que apresentou os paraibanos os trabalhos de Amauri Flor, J. Barreto e Flora Coura.

Ao todo, são 35 fotografias que trabalham o jogo de luz e sombra e cores saturadas do entardecer de belas paisagens do interior da Paraíba, mostrando as manifestações naturais e humanas do Sertão. “A fotografia me faz registrar sentimentos, congelar o tempo, as luzes, as cores, e isso me fascina”, pontua Áurea.

Natural de Piancó, a paixão pela fotografia fez com que ela começasse a trabalhar na área da comunicação, registrando o dia a dia da Câmara Municipal de Piancó desde 2013. A fotógrafa começou a se envolver com esse trabalho em 2011, quando ganhou uma pequena câmera fotográfica doméstica. "Eu comecei a fazer meus primeiros registros nela, mas logo depois fui assaltada. Passaram-se uns meses e decidi comprar uma câmera profissional e comecei a estudar sobre o assunto", conta Áurea. De lá para cá, aperfeiçoou sua técnica, aprendendo a lidar com os truques da fotografia para captar cada vez melhor as imagens pretendidas.

Durante os estudos, o que mais lhe fascina é a possibilidade de transpor um momento para além do registro. "As fotos são janelas que eternizam momentos. É uma questão da eternidade das coisas que tanto me fascina nelas", analisa a fotógrafa.

Embora a imagem mais comum associada ao Sertão ser a paisagem castigada pela seca, Áurea faz questão de trazer outro olhar em seu trabalho. "Eu consigo ver beleza nas paisagens secas, acho que mostra a resistência do povo diante da adversidade, mas também queria apresentar as cores que existem nesse cenário, exploradas em menor escala", completa.

O fotógrafo Antônio David teve uma motivação parecida. No livro O Ser e o Mar, que deu origem à exposição em cartaz no Espaço Arte da Livraria do Luiz (Centro, João Pessoa), ele apresenta uma visão poética das belezas naturais do litoral sul paraibano. "Eu sempre gostei muito do mar, mas queria evitar registrá-lo apenas da forma usual. Tem bastante imagem no entardecer e no nascer do dia, que são os horários que os pescadores são avistados", explica o fotógrafo.

Através de fotografias, ele resgata a figura do pescador, sua relação de proxibimidade com o mar, desde a confecção de redes, fabricação e conservação de barcos, até a ida para a pescaria. "Eu não queria fazer fotos com aquela estética de cartão postal", completa David.

O livro com todas as fotos está à venda na livraria por R$ 50 e as fotos reproduzidas em tamanho maior expostas no estabelecimento também podem ser adquiridas.

Natural de Taperoá e filho do fotógrafo Gregório Diniz, Antônio construiu sua carreira em João Pessoa, trabalhando como repórter fotográfico em diversos jornais paralelamente à fotografia artística, tanto em preto e branco quanto colorida, conquistando prêmios como o Projeto Lambe-Lambe de Fotografia de 2002, organizado pela Agência Ensaio.

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