quarta, 25 de novembro de 2020

Especial
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Ossos do ofício: veja histórias de pessoas que vão passar o réveillon trabalhando

Rammom Monte / 31 de dezembro de 2015
Foto: Rammom Monte
A noite do réveillon está chegando e já começam os preparativos para a virada do ano. Alguns montam as tendas nas praias, outros colocam a champagne para gelar, enquanto uns preparam os alimentos que serão servidos durante a noite. Porém, nem todos vão poder aproveitar a festa. Para que alguns se divirtam, outros precisam trabalhar, para manter o funcionamento perfeito das coisas. O CORREIO ONLINE conversou com algumas pessoas que irão passar a noite do réveillon trabalhando.

Seguibaldi de Freitas , 66 anos – Maître

Há 30 anos na profissão, Seguibaldi vai trabalhar mais uma vez durante o réveillon. Ele diz que já faz isso há tantos anos durante a virada de ano que não consegue se imaginar longe da labuta na noite do dia 31 de dezembro. E por trabalhar por muitos anos no mesmo local, ele diz que até já se sente em casa.

“Eu estou tão acostumado, que se por algum acaso eu não trabalhar no réveillon, eu sinto um vazio no fim de ano, sentindo que algo está faltando, porque já estou a 30 anos exercendo essa função. Um período que passou sem réveillon aqui no restaurante, eu ia para outro canto, para casa de famílias, mas nunca deixei de trabalhar no fim de ano. Às vezes eu trago até meus familiares para cá, minha esposa e meus filhos. Tem até mesa para eles aqui já. Aí vem todo mundo porque aqui nós estamos em casa, em família, aí fica beleza”, disse.ASC_4911

Katarina Almeida, 39 anos – Microempresária



Katarina tem uma microempresa alimentícia e trabalha com encomendas de pratos, salgados e doces. O estabelecimento está aberto há oito meses, mas o sucesso foi tão grande que a virada de ano será dentro da cozinha, preparando as encomendas para o primeiro dia do ano. Mas ela afirma que não tem problema.

“A gente já fez um horário especial para poder dá conta. Porque somos uma empresa familiar. Eu não sei que horas vou parar no réveillon, a gente pretende parar umas 18h, para poder pelo menos brindar o nosso sucesso, mas a gente vai festejar trabalhando, porque no dia primeiro a gente já tem encomendas. Porque muita gente não vai fazer almoço, então vai querer aquele pão gelado, aquela lasanha, então a gente já vai estar na cozinha. Eu acredito que só vá comemorar mesmo lá para o dia 2, que será quando conseguiremos parar para comemorar”, disse.ASC_4946

Edileuza Rego, 50 anos – Coordenadora de Serviço Social da Maternidade Cândida Vargas



Assim como Seguibaldi e Katarina, Edileuza também não vê problemas em trabalhar durante o réveillon. Pelo contrário. Ela se diz uma privilegiada de poder ter a oportunidade de ver os primeiros nascimentos do ano em João Pessoa.

“Eu sempre trabalho no fim de ano. Quando a gente faz o que gosta não tem hora ruim. Aqui é mais minha casa do que minha própria casa. Eu digo que é uma dádiva divina trabalhar aqui, cercada de mães e bebês. Até meu filho já se acostumou. Depois a gente comemora em um almoço com a família”, disse.

Nathiele Ferreira Bulcão, 35 anos – Agente da Polícia Civil



Este não vai ser o primeiro réveillon em que Nathiele trabalha. Jornalista por formação, ela já trabalhou na virada do ano em outras oportunidades. Porém esta é a primeira vez que ela estará de plantão como policial. E ela já sabe o que mais quer para a virada de ano: tranquilidade.

“Na polícia é o primeiro réveillon em que trabalho, mas já trabalhei como jornalista. Quando eu estava com jornalista eu começava a trabalhar às 22h, então dava para aproveitar ainda um pouco do dia 31. Esse ano vai ser diferente porque o meu plantão começa às 8h até as 8h do dia primeiro, não vou ter festa nenhuma, mas é um preço que a gente tem que pagar. Vou tentar aproveitar o resto do dia primeiro. Eu só torço que o plantão seja tranquilo, que não tenha muita violência. A polícia tem um efetivo de plantão, reforçando a segurança, mas a gente espera que haja tranquilidade, a gente está de plantão caso a população precise, mas estou pedindo a Deus que seja tranquilo, é bom para todos”, finalizou.

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