quinta, 06 de maio de 2021

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Escritor Itapaun Botto lança de livro de memórias de seu avô Gonçalo hoje

Kubitschek Pinheiro / 30 de agosto de 2018
Foto: Divulgação
O educador e escritor Itapuan Bôtto Targino volta à cena cultural nesta quinta-feira (30), às 17h, na Academia Paraibana de Letras, para vai lançar seu mais novo livro “Desembargador Gonçalo de Aguiar Bôtto de Menezes – Memórias”, com selo da Editora Ideia, 250 páginas. O prefácio é do próprio autor. A solenidade será na “Casa Coriolano de Medeiros” presida por Damião Ramos Cavalcanti, presidente da APL, que assina o convite juntamente com o presidente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano, Guilherme Gomes da Silveira d´Avila Lins e o presidente do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica, Teldson Douetts Sarmento.

Segundo o autor, trata-se de um livro de memória romanesca, onde ele relata a vida e obra do magistrado Gonçalo de Aguiar Bôtto de Menezes, cuja pesquisa durou mais de dez anos entre os estados Paraíba e Sergipe “Um homem admirável e tive esse orgulho de resgatar a vida dele. Um avô extraordinário”, resume.

Nesta obra, Itapuan traça o perfil contextualizado de um homem generoso, integro e coerente. “Ele é o resultado de esforço tenaz em busca de particularidades, hábitos, costumes e comportamentos do homenageado”, disse.

Para o desembargador Rogério Fialho que vai apresentar a obra Itapuan, memorialista, intelectual e historiador de grande envergadura realizou criterioso trabalho de resgate da biografia do seu avô materno. “O desembargador Bôtto de Menezes, embora nascido em Sergipe, dedicou grande parte de sua vida ao serviço público em nosso estado. Integrou o Tribunal de Justiça da Paraíba por mais de 30 anos, recorde difícil de ser quebrado”, afirma.

Fialho lembra que “além de magistrado, o magistrado Gonçalo foi político, intelectual, orador de escola, escritor e homem público de grande probidade. É uma obra que merece ser lida, pois o exemplo das personalidades que honraram os cargos que exerceram deve servir de modelo às novas gerações, especialmente nestes tempos em que precisamos de exemplos de honestidade e de gestores que se orientem pela ética e pela eficiência”, conclui.

Gonçalo Bôtto de Menezes destacou-se como homem público dedicado ao serviço da justiça. E deixou uma imagem de um homem guiado pela luz do direito e da justiça. “As sentenças e acórdãos de Gonçalo Bôtto de Menezes trazem o timbre do julgador consciente. Ao penetrar a fundo nos autos dos processos, decidia as questões com isenção, equilíbrio e justiça” comenta Itapuan.

Para Itapuan a pintura de Flávio Tavares, que ilustra a capa do livro ‘ilustre confrade da APL, na capa e no seu interior, enriqueceram enormemente o livro. São obras de arte. Sou muito grato ao nosso grande artista plástico”, revela Bôtto que já escreveu 17 com esse que será lançado nesta quinta-feira

História

Gonçalo de Aguiar Bôtto Menezes nasceu no Engenho Mato Grosso, no município de Divina Pastoras, em Sergipe, em 25 de setembro de 1843. Tornou-se bacharel em Direito pela Faculdade do Recife, no ano de 1864. Em Sergipe chegou a exercer o cargo de Promotor Público, Procurador Fiscal da Tesouraria Geral e delegado de ensino publico da Corte. Foi juiz primeiro em Goiás e por decreto de 22 de novembro de 1891 foi designado para a comarca de Cajazeiras, até 1891. Passou pela Assembleia Estadual de Sergipe e, a retornar a Paraíba foi nomeado desembargador a 8 de fevereiro de 1893, para o Juizado de Direito de Campina Grande. Em 29 de maio de 1899, foi nomeado desembargador do TJPB. Militou nos jornais A União, A Republica e o o Combate e foi redator do Estado da Parahyba.

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